Eleições 2026

TRE-RJ barra candidaturas por suspeita de vínculo com crime organizado

Entre os enquadrados está Pastor Everaldo ao cargo de primeiro suplente ao Senado na chapa do Podemos

No audio source provided.

As eleições de 2026 serão realizadas no dia 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro
Eleições de 2026 serão realizadas no dias 4 (primeiro turno) e 25 de outubro | Crédito: Divulgação/TSE

A suspeita de vínculo com organizações criminosas motivou o indeferimento de diversas candidaturas no Rio de Janeiro. O prazo para o julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) terminou na última segunda-feira (14). Entre eles está o candidato Everaldo Dias, o Pastor Everaldo (Podemos), ao cargo de primeiro suplente ao Senado. O filho dele, que concorre a deputado federal, também consta na lista.

O tribunal tem como base o artigo 17, parágrafo 4º, da Constituição Federal, que proíbe a utilização direta ou indireta de grupo armado no processo eleitoral. Os candidatos à Assembleia Legislativa (Alerj) indeferidos a partir deste entendimento pelo TRE-RJ foram: Vandro Família (PSDB), Val Ceasa (PRD), Renato Machado (PT), Diego José Alba (PSDB), João Drumond (PRD), Cristiano Santos Hermógenes (Avante), Vaguinho Neguinho (PRD) e Paulo Melo de Sá (União). 

Já os postulantes à Câmara dos Deputados foram Clébio Lopes Jacaré (União) e Filipe de Almeida (Podemos), filho do Pastor Everaldo. Também foram indeferidas as candidaturas a deputada federal de Mariana de Souza (PP) e Cristiane Brasil (DC), registrada como Cristiane do Roberto Jefferson, que é filha do ex-deputado.

Todas as candidaturas barradas ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Brasil de Fato tentou contato com os citados e vai atualizar a matéria se houver retorno.

:: Quer receber notícias do Brasil de Fato RJ no seu WhatsApp? ::

A assessoria de João Felipe Drumond afirmou que vai recorrer e repudiou a acusação de vinculação com organização criminosa. “A decisão não aponta um ato praticado por ele: aponta laços de família que ele não escolheu. […] Julgar alguém pela origem é negar a milhares de jovens do Rio o direito de construir um futuro diferente do passado de suas famílias, exatamente o oposto do que João defende e pratica”, afirma. 

“Milícia de gravata”

As candidaturas de Clébio Jacaré, assim como de Filipe de Almeida e do seu pai, o Pastor Everaldo, foram barradas pelo TRE-RJ por serem classificadas na chamada “milícia de gravata”.

Segundo o tribunal, diferente da milícia tradicional, que utiliza armas de fogo, e controle territorial, o entendimento abrange organizações que se infiltram na política para praticar crimes contra a administração pública. Por esse mesmo entendimento, o colegiado já havia indeferido outros pedidos de registro. 

*Com informações do portal do TRE-RJ

Editado por: Clivia Mesquita

|

Newsletter