O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, declarou, nesta quinta-feira (17), que as novas sanções dos EUA contra as exportações russas de petróleo e gás irão complicar as negociações para o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
“É claro que a imposição de quaisquer sanções adicionais pelos EUA certamente dificultará os esforços para encontrar uma solução pacífica na Ucrânia“, afirmou.
Segundo Peskov, o Kremlin está monitorando o andamento do projeto de lei e considera que as novas restrições representam “ações hostis” por parte de Washington.
Sanções em cima de sanções
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei sobre as chamadas “sanções infernais” contra a Rússia nesta quinta. O projeto prevê tarifas secundárias de até 100% sobre os maiores compradores de petróleo e gás russos, bem como sanções contra autoridades russas, empresários, bancos, projetos de energia e embarcações da “frota paralela”, usada por Moscou para contornar as sanções já existentes.
Após diversas revisões, uma seção sobre o Irã foi adicionada ao projeto de lei, que prevê a extensão da lei de sanções contra Teerã até 2031. Essa iniciativa foi promovida por Donald Trump. O projeto de lei foi enviado ao presidente para assinatura.
Se aprovada, a Casa Branca terá autoridade para suspender ou reduzir as tarifas estipuladas por lei, se necessário para garantir a segurança nacional. Trump também pode vetar o projeto, o que exigiria uma votação de dois terços em cada casa do Congresso.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por sua vez, agradeceu aos congressistas estadunidenses, e o ministro das Relações Exteriores, Andriy Sybiha, pediu a todos os parceiros da Ucrânia que endureçam ainda mais as sanções, imponham proibições de visto aos envolvidos na guerra e bloqueiem completamente a frota clandestina da Rússia.

