colapso climático

Marcha pelo Clima vai às ruas em 16 cidades para cobrar justiça climática no debate eleitoral

Membro da Coalizão pelo Clima alerta para os impactos do pior El Niño e cobra estratégias diante de eventos extremos.

No audio source provided.

“Quem orquestrou os incêndios?”: cartaz expõe uma das cobranças levadas às ruas durante a mobilização
“Quem orquestrou os incêndios?”: cartaz expõe uma das cobranças levadas às ruas durante a mobilização | Crédito: Divulgação Jovens Pelo Clima

A Marcha pelo Clima acontece em 16 cidades brasileiras durante o final de semana. A mobilização reúne organizações, movimentos populares e trabalhadores em defesa da justiça climática, meio ambiente, da vida e dos povos, e também como uma forma de chamar a atenção para a importância do tema no debate eleitoral.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o ambientalista Pedro Aranha, membro da Coalizão pelo Clima no Rio de Janeiro, critica a ausência do debate do colapso climático que o mundo vive nas eleições brasileiras. Essa preocupação foi a motivação para a organização da mobilização. “É triste demais a gente não ver essa discussão nas eleições. A gente não escuta falar em preparação para sobrevivência, estratégias diante desse colapso climático”, afirma.

A marcha acontece desde 2007 e só não saiu para as ruas no período da pandemia. Pedro Aranha afirma que os atos começam neste sábado (19) e se estendem no domingo (20). Ele destaca a participação da cidade de Petrópolis (RJ) na mobilização e lembra que o município foi o local onde mais pessoas morreram por desastres ambientais nos últimos 14 anos. “Foram mais de mil mortes por conta de chuvas intensas produzidas por esse processo das mudanças climáticas”, pontua.

O ambientalista reforça que fenômenos como o El Niño são naturais, a questão é que a intensidade deles é produto da ação humana. “Não é algo especial. Ele está especial porque o capitalismo chegou a um grau de ambição, e de emissão de gases do efeito estufa tão gigante que a gente vai enfrentar situações como a que estamos vendo agora, de 16 dias chovendo direto”, afirma.

Pedro Aranha destaca que o mundo viverá o “pior El Niño da história” e que há um recorte social dos principais atingidos dentro da dinâmica do racismo ambiental. “A experiência nos mostra que quem morre em desastres são os mais pobres, os menos privilegiados, a classe trabalhadora. Isso é o clássico do racismo ambiental e a gente vai manter esse processo de luta até o fim do El Niño, denunciando e cobrando políticas públicas de adaptação e de resistência a esse processo caótico que vamos viver”, avalia.

Para ouvir e assistir

Durante o horário eleitoral, até 1º de outubro, o jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira das 12h25 às 14h, e a segunda, sem alteração, a partir das 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

|

Newsletter