Sem apoio

Michele Bachelet retira candidatura ao cargo de secretária-geral da ONU

Em pronunciamento nas redes, ex-presidenta do Chile agradeceu apoio dos presidentes Lula e Claudia Sheinbaum

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Ex-presidenta do Chile, Michele Bachelet também foi e Diretora Executiva da ONU Mulheres e alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos
Rio de JEx-presidenta do Chile, Michele Bachelet também foi e Diretora Executiva da ONU Mulheres e alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos aneiro, RJ, 09/15/2026 – Politics-RJ – Michelle Bachelet, former president of Chile and co-chair of the ECLAC commission on geopolitics, globalization and development for Latin America and the Caribbean, during the launch of the report “Ruptures and Opportunities: Proposals for Latin America and the Caribbean to prosper in the new geopolitical era,” at the BNDES headquarters in downtown Rio de Janeiro, this Tuesday, the 15th.(Foto: Charles Sholl/Brazil Photo Press/Brazil Photo Press) INTERNATIONAL (Photo by Charles Sholl / Brazil Photo Press via AFP)

A ex-presidenta do Chile Michele Bachelet anunciou, nesse sábado (19), em sua conta no Instagram, que não irá seguir com a candidatura à Secretária-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em um vídeo em que informa a decisão, ela afirma que a candidatura ia “contra a corrente” por defender princípios progressistas e que não se arrepende de ter assumido o desafio.

“Alguns podem acreditar que o momento não era oportuno para uma candidatura como a que eu buscava representar, quando os ventos sopram fortemente contra princípios como o multilateralismo; contra o direito internacional, que é constantemente violado; contra a existência das mudanças climáticas, que alguns negam apesar das evidências científicas; e contra a democracia e os direitos humanos, que estão em perigo”, disse. 

Ela também agradeceu o apoio dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum. “Expresso minha mais profunda gratidão aos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do México, Claudia Sheinbaum, que generosamente e de todo o coração apoiaram esta candidatura desde o início”, declarou.  

No pronunciamento, Bachelet não mencionou os motivos da movimentação, mas, em março, o recém-empossado presidente do Chile, José Antonio Kast, retirou o apoio à candidatura, que havia sido apresentada no mês anterior com o apoio do ex-presidente Gabriel Boric. Já na última sexta-feira (19), uma sequência de consultas informais entre os integrantes do Conselho de Segurança apontava que Bachelet havia recebido apenas um voto de incentivo, enquanto 11 integrantes se posicionaram contra sua candidatura. 

Ex-presidenta do Chile por dois mandatos, Bachelet também foi a primeira subsecretária-Ggral e diretora executiva da ONU Mulheres de 2010 a 2013. Por meio da sua atuação, a ONU Mulheres liderou, apoiou e coordenou trabalhos voltados à igualdade de gênero e empoderamento das mulheres em âmbito global. Ela também atuou como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos de 2018 a 2022. 

Agora, o pleito segue entre a ex-presidente da Costa Rica e líder da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Rebeca Grynspan; o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, indicado pela Argentina; e o ex-presidente do Senegal Macky Sall, indicado pelo Burundi.

Editado por: Monyse Ravena

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