A pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada nesta segunda-feira (21), trouxe também números sobre o impacto do escândalo do banco Master sobre candidatos e instituições. O maior aumento de menções é em relação à Família Bolsonaro, que subiu de 15% para 21% em uma semana.
Para 37%, o caso afeta “todos” de forma generalizada. Para 16%, o Supremo Tribunal Federal (STF) é o mais afetado, contra 17% da pesquisa anterior. Para 11%, o governo Lula sai afetado, contra 9% na semana passada.
O Congresso Nacional sai praticamente ileso, com 2%, contra 1% anterior. Apenas 1% culpa o Banco Central. Não sabem ou não responderam 11% dos entrevistados.
Entre os eleitores de Lula, 46% afirmam que o escândalo do Master afeta negativamente a família Bolsonaro. Já entre os bolsonaristas, 37% citam o governo Lula e 22% apontam o STF.
Para 62%, o tema não vai influenciar no voto e, para 26%, a crise reforça a atual escolha. Apenas 7% afirmam que podem mudar o voto por causa das denúncias e trocas de acusações.
A pesquisa foi realizada após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Ao longo das semanas, várias novas informações vieram a público, incluindo relações de Vorcaro, com Flávio Bolsonaro e os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Perguntados sobre a sessão no STF que discutia o vazamento dos diálogos e que foi marcada por bate-boca, 74% responderam que já sabiam do que aconteceu na semana passada e 26% não estavam informados a respeito.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.

