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Candidato da UP ao Senado por SP defende desmilitarização da PM e critica privatizações

Márcio Alves também defende fim da escala 6x1 e reestatização da Sabesp, CPTM e Enel para garantir serviços de qualidade

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Márcio Alves, candidato do UP ao Senado • Instagram
Márcio Alves, candidato do UP ao Senado | Crédito: Instagram

Candidato ao Senado Federal por SP pelo Unidade Popular (UP), o operário Márcio Alves defende o fim da escala 6×1 e a desmilitarização da Polícia Militar, além de criticar o avanço de permissões de exploração de petróleo na margem equatorial.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Alves afirma que a redução de jornada é um debate que já deveria ter sido superado e aprovado. “Ter que esperar o fim das eleições parece até barganha”, critica.

O candidato também critica as privatizações promovidas pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. “Nosso governador entregou nosso estado para empresários. A gente precisa acabar com a privatização da Sabesp, da CPTM, da Enel, para que essas empresas voltem a prestar serviços de qualidade”, defende.

Sobre segurança pública, Márcio Alves alerta para os altos números de letalidade policial e explica por que defende a desmilitarização da PM. “Temos a polícia que mais mata e mais morre. E isso gera uma falsa sensação de segurança no povo. Eu, como vim da periferia, falo que a sensação que a gente tem com a segurança pública não é de respeito, é de medo. A PM é resquício da ditadura, por isso defendemos a desmilitarização. Isso não quer dizer que a polícia não vai ter armas, mas que, de fato, a gente tenha uma polícia comunitária”, aponta e critica a militarização da Guarda Civil Metropolitana, que, segundo ele, “hoje acaba cumprindo o papel de Polícia Militar”.

O candidato também criticou o afrouxamento de licenciamento ambiental e a autorização de exploração de petróleo na margem equatorial. “O pré-sal não foi explorado em sua capacidade máxima e a gente já está abrindo esse precedente para que a Amazônia, que é patrimônio brasileiro, seja explorada. Esse processo não deveria acontecer desse jeito, entendendo, inclusive, que o petróleo vai para o interesse de grandes corporações. O recurso da Petrobras hoje não serve ao interesse do povo brasileiro, porque é uma empresa público-privada. Está se vendo apenas o lucro, o interesse econômico”, critica. Alves, por fim, defendeu a transição energética. “Nosso país deveria estar atrás de resolver os problemas climáticos, com geração de energia renovável, por exemplo”, defende.

Para ouvir e assistir

Durante o horário eleitoral, até 1º de outubro, o jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira, das 12h25 às 14h, e a segunda, sem alteração, a partir das 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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