Nessa segunda-feira (21), a Justiça Eleitoral multou Filipe Barros (PL) em 20 mil reais pelo impulsionamento pago de anúncios com ofensas a Gleisi Hoffmann (PT). Vídeos veiculados entre 11 e 13 de setembro no Facebook e Instagram continham ofensas à candidata ao Senado pelo não comparecimento a um debate eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) também proibiu novos impulsionamentos dos anúncios.
Hoffmann decidiu não ir ao debate, promovido pelo jornal Plural no dia 11 de setembro, para evitar que o encontro fosse usado em ataques contra ela. A campanha da petista havia enfatizado a agressividade de Barros contra a candidata. Barros foi condenado também em agosto a pagar uma multa de 15 mil reais por impulsionar, em junho, três vídeos com ataques.
A partir desse episódio, o candidato ao Senado, pelo Partido Liberal (PL), produziu montagens com trechos do evento, ofensas proferidas à candidata por apoiadores e em textos. Os vídeos tiveram impulsionamento pago nas redes sociais. De acordo com dados da Biblioteca de Anúncios da Meta, incluídos na decisão do TRE-PR, Barros gastou no mínimo 23 mil reais e obteve entre 1,65 milhão e 1,9 milhão de impressões. Três anúncios permaneceram ativos por 22 horas e um por três horas.
Segundo a legislação eleitoral, críticas a adversários podem circular de forma orgânica nas redes, mas as campanhas não podem pagar impulsionamento para ataques ou propaganda negativa a outros candidatos. Esse foi o entendimento da desembargadora federal Cláudia Cristina Cristofani, que analisou o caso. A multa foi fixada em 5 mil reais por anúncio, o mínimo previsto por lei. Barros está proibido de contratar impulsionamentos desses mesmos anúncios.


