O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 50,7% das intenções de voto na disputa pela reeleição, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta terça-feira (22). O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) tem 33,3% no cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes são apresentados ao entrevistado.
Entre os demais candidatos, Vera Lúcia (PSTU) tem 1,8% e Carlos Machado (PCB), 1%. Izadora Dias (PCO) marca 0,9%, Policial Edjane (Agir), 0,8%, e Vivian Mendes (UP), 0,6%. Votos em branco, nulos ou em nenhum dos nomes somam 7,2%, e 3,8% não souberam ou não quiseram responder.
O quadro está estável há meses. Na rodada anterior do instituto, também de setembro, Tarcísio tinha 49,7% e Haddad, 34,5%. Em agosto, eram 50% e 33,8%, e em julho, 48,5% e 35,1%. Todas as variações ficam dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
No cenário espontâneo, sem apresentação de lista, Tarcísio tem 32,1% e Haddad, 17,9%. Nessa modalidade, 42,8% dos entrevistados não souberam responder.
Em simulação de segundo turno entre os dois, o governador alcança 54%, contra 36,4% do petista. A série do instituto mostra que a distância entre eles pouco se moveu desde abril, quando o placar era de 53,4% a 37,3%.
Rejeição e recortes do eleitorado
Haddad lidera a rejeição no estado: 43,2% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, percentual estável em relação às duas rodadas anteriores. Tarcísio é rejeitado por 29,4%, ante 28,5% no início de setembro e 27,4% em agosto, movimento de alta constante, ainda que dentro da margem. Outros 5,2% dizem que poderiam votar em qualquer candidato.
A vantagem do governador é sustentada sobretudo pelo eleitorado masculino, no qual marca 60,8%, contra 27,4% de Haddad. Entre as mulheres, a distância encolhe para 3,3 pontos percentuais: 41,8% para Tarcísio contra 38,5% para o petista. No cenário de segundo turno, o padrão se repete: 63,2% a 29,2% entre os homens e 45,8% a 42,7% entre as mulheres.
A frequência a cultos e missas também separa os dois. Entre quem participou de alguma celebração religiosa nos últimos dez dias, Tarcísio tem 57,1% e Haddad, 28,4%. Entre quem não participou, o governador cai para 45,6% e o petista sobe para 37,2%.
A pesquisa não mediu a avaliação da gestão estadual.
Como o levantamento foi feito
O instituto ouviu 1.600 eleitores em 70 municípios paulistas, em entrevistas pessoais e domiciliares, entre 19 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para os resultados gerais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-03057/2026.

