ELEIÇÕES 2026

Candidatos ao governo do DF reagem à saída de Arruda da disputa após decisão do TSE

Julgamento ocorreu nesta quinta-feira (24); ex-governador afirmou que não fará recomendação de voto

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José Roberto Arruda (PSD) teve o registro de candidatura ao Governo do Distrito Federal indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por 5 votos a 2
José Roberto Arruda (PSD) teve o registro de candidatura ao Governo do Distrito Federal indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por 5 votos a 2 | Crédito: Roberto Rodrigues

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de barrar a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal (GDF) provocou reações entre os candidatos que permanecem na disputa. Nesta quinta-feira (24), após a Corte confirmar, por 5 votos a 2, o indeferimento do registro, Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB) se manifestaram sobre a saída do ex-governador da eleição.

Em nota, Grass afirmou respeitar a decisão da Justiça Eleitoral e disse que não faria juízo sobre o julgamento. O candidato também destacou a relação que manteve com Arruda durante a campanha. “Arruda foi um adversário correto comigo. Nos debates, mesmo com divergências, sempre nos tratamos com respeito, e a participação dele qualificou a discussão sobre os grandes temas da nossa cidade”, afirmou Grass.

Na sequência, o candidato do PT direcionou a mensagem aos eleitores que defendem uma mudança no comando do Distrito Federal. Grass apresentou sua candidatura como alternativa ao grupo político que atualmente governa Brasília.

“A dez dias da eleição, a escolha ficou ainda mais clara: mudar de rumo ou entregar mais quatro anos ao grupo de Ibaneis Rocha, Celina Leão e Gustavo Rocha”, declarou.

Grass também citou o caso Banco Master e afirmou que as relações desse grupo com o empresário Daniel Vorcaro e com o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL) precisam ser esclarecidas à população. O candidato defendeu que seu projeto seja guiado pela transparência, pela justiça social, pelo combate à pobreza e à desigualdade e pelo enfrentamento da crise de saúde pública no Distrito Federal.

Ao final da nota, Grass fez um chamado aos eleitores que defendem mudanças no DF para que se aproximem de sua candidatura. “Sempre defendi uma frente ampla e social, com todos os setores que desejam uma Brasília cidadã e com os direitos da população garantidos. Por isso, convido todos os eleitores que querem mudança a construir conosco essa alternativa”, disse Grass.

Busca de apoio

Paula Belmonte adotou outro tom. A candidata afirmou respeitar a decisão da Justiça e disse reconhecer o impacto da saída de Arruda para o ex-governador e seus apoiadores. “Eu imagino que este seja um momento muito difícil para o ex-governador José Roberto Arruda. Ele construiu uma trajetória política em Brasília, tem um grupo que acredita nele e certamente está sofrendo com tudo o que está acontecendo. Respeito esse momento e a decisão da Justiça”, afirmou Paula.

Na mesma nota, Paula revelou que pretende procurar Arruda para apresentar seu projeto e buscar apoio à candidatura. “Vou procurar o Arruda para conversar, porque acredito que precisamos unir aqueles que defendem uma mudança no Distrito Federal. Quero apresentar a ele o nosso projeto e buscar o seu apoio à nossa candidatura”, disse.

A candidata se apresentou como alternativa para eleitores que desejam encerrar o ciclo político dos governos de Ibaneis Rocha e Celina Leão. Paula também destacou sua experiência e independência política.

“Mais do que nomes ou projetos individuais, precisamos discutir o futuro da nossa cidade. Quero conversar com Arruda, com suas lideranças e com seus apoiadores. É hora de somar forças em torno de um projeto de mudança para Brasília”, afirmou.

Começo de uma ‘nova eleição’

Ricardo Cappelli reagiu à decisão do TSE com uma avaliação sobre o cenário eleitoral. Em uma publicação nas redes sociais, o candidato afirmou que sua candidatura e a de Arruda teriam sido tratadas como elementos indesejados desde o início da campanha.

“A eleição no DF tem dois ‘intrusos’ desde o início: Arruda e Cappelli. Desde o início escolheram a candidata para ganhar e o candidato para perder. E não aceitaram os intrusos. Tiraram Arruda na Justiça. Tentaram me retirar de todas as formas. Começa hoje uma nova eleição”, escreveu.

A decisão do TSE confirmou o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que havia indeferido o registro de Arruda. Com o julgamento desta quinta-feira, o ex-governador fica fora da disputa pelo Palácio do Buriti.


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Editado por: Clivia Mesquita

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