SÍTIO HISTÓRICO

Mimo Olinda reúne BaianaSystem, Nação Zumbi e atrações internacionais em três dias de música gratuita

Programação reúne atrações nacionais e internacionais, além de ações educativas, cinema e encontros

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Festival será realizado até o próximo domingo (27)
Festival será realizado até o próximo domingo (27) | Crédito: MIMO/Divulgação

Olinda recebe, de sexta-feira (25) a domingo (27), a 17ª edição do MIMO Festival, que ocupa o Sítio Histórico da cidade com uma programação gratuita de música, cinema, encontros e atividades educativas. Entre os destaques estão o show do BaianaSystem com participações de Cannibal e Mãe Beth de Oxum, na sexta-feira, a apresentação de Tinariwen, grupo tuaregue do Mali, no sábado, e o espetáculo “Nação Zumbi Sinfônico – 30 Anos de Afrociberdelia”, no domingo, além do encerramento com o músico marfinense Tiken Jah Fakoly.

A programação musical começa na sexta-feira (25), reunindo diferentes expressões da música brasileira e internacional. A cantora e guitarrista Gabriele Leite, nome em ascensão na música instrumental e no jazz brasileiro, abre espaço para a apresentação de Cida Moreira cantando Angela Ro Ro.

O repertório da noite também passa pela cultura popular pernambucana com o Samba de Coco Raízes de Arcoverde. Em seguida, a rapper portuguesa Capicua leva ao festival uma produção marcada pela poesia e por temas sociais. O encerramento fica por conta do BaianaSystem, que terá participações especiais de Cannibal, vocalista da Devotos, e Mãe Beth de Oxum, referência da cultura popular de Pernambuco.

No sábado (26), a programação começa com o músico pernambucano João Gaspar e segue com o Duo Frevo, formado por Cesar Michiles e Romero Medeiros, em uma apresentação dedicada à tradição instrumental do gênero. Alice Caymmi também integra a noite, revisitando a obra de seu avô, Dorival Caymmi, a partir de uma interpretação contemporânea.

As atrações internacionais ganham espaço com Ferro Gaita, de Cabo Verde, e Tinariwen, do Mali. Conhecido por sua combinação de guitarras elétricas, blues do deserto e elementos da tradição musical do Saara, o grupo tuaregue leva ao MIMO uma sonoridade construída a partir das referências culturais de seu território. A noite termina com o DJ Reborn, que aproxima música brasileira e eletrônica em seu repertório.

No domingo (27), a programação musical começa com a cantora pernambucana Laís de Assis. Depois, Bianca Gismonti e Manuel de Oliveira apresentam um encontro instrumental que reúne piano, violão e diferentes matrizes da música brasileira.

Um dos principais momentos do festival acontece na sequência, na Praça do Carmo, com “Nação Zumbi Sinfônico – 30 Anos de Afrociberdelia”. O espetáculo celebra as três décadas do álbum Afrociberdelia, lançado em 1996, e marca também o ano em que Chico Science completaria 60 anos. Nação Zumbi estará acompanhada por uma orquestra com cerca de 40 músicos, sob regência de Henrique Albino e com arranjos de Mateus Alves.

O festival será encerrado por Tiken Jah Fakoly, um dos nomes de destaque do reggae africano. Natural da Costa do Marfim, o artista tem uma trajetória marcada por músicas que abordam questões sociais e políticas e fecha a programação musical desta edição do MIMO em Olinda.

Embora a música seja o eixo central da programação, o MIMO também ocupa outros espaços do Sítio Histórico com atividades de cinema, formação e discussão sobre cultura.

O Festival MIMO Petrobras de Cinema começa na quinta-feira (24), antes da abertura oficial, com sessões gratuitas no Teatro Fernando Santa Cruz, no Centro Cultural Mercado Eufrásio Barbosa. Entre os filmes está Ninguém Pode Provar Nada, de Rodrigo Pinto, documentário sobre Ezequiel Neves e sua atuação no rock brasileiro. A programação também inclui NOVA ’78, de Aaron Brookner e Rodrigo Areias, sobre a Nova Convention, evento realizado em Nova York em 1978 que reuniu artistas como Patti Smith, Laurie Anderson, Allen Ginsberg, Philip Glass, John Cage e Frank Zappa.

O Fórum de Ideias completa a programação com conversas sobre temas relacionados à música e à cultura. Na sexta-feira (25), às 16h, Luna Vitrolira e Karen Aguiar participam da mesa “A Arte contra o Silêncio – Vozes, Racismo e Resistência”, com mediação de Chris Fuscaldo. No domingo (27), às 14h, Claudio Jorge Oliveira e José Teles discutem a indústria fonográfica e a cultura dos anos 1970 na mesa “Disco é Cultura – Os Anos 70 e a Era de Ouro do Vinil”.

Editado por: Rostand Tiago

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