Cidadania

Eleições 2026: o que acontece com votos para candidaturas indeferidas

Registros rejeitados pela Justiça Eleitoral podem aparecer na urna, mas escolhas não serão contabilizadas

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Urna eletrônica é utilizada nas eleições brasileiras desde 1996
Urna eletrônica é utilizada nas eleições brasileiras desde 1996 | Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Às vésperas da votação, uma das dúvidas que podem surgir é o que acontece com votos de candidatos que tiveram o registro negado (indeferido) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Um exemplo é o caso do ex-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), José Roberto Arruda (PSD), que teve o registro rejeitado na quinta (24). Os ministros do TSE entenderam que ele está inelegível devido a condenações recentes por irregularidades na administração pública, em denúncias que remontam à Operação Caixa de Pandora, de 2009. Pela regra do TSE, os votos depositados em Arruda na urna serão computados como nulos.

Isso acontece porque o Sistema de Candidaturas (Cand), que reúne os dados utilizados na preparação das urnas, foi fechado em 17 de setembro. Durante a votação, embora o nome e a foto do político sejam exibidos na urna eletrônica, a escolha não será contabilizada para a candidatura.

Número de urna

A situação ganha mais relevância após pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (25) mostrar que 63% dos eleitores do DF não sabem o número de urna dos candidatos que decidiram votar. 

O levantamento ouviu 801 entrevistados que indicaram alguma opção de voto para governador. Mais da metade (57%) disse não saber o número do candidato. Os outros 6% informaram o número errado da candidatura. Somente 36% dos eleitores souberam indicar o número do candidato escolhido de forma correta.

O nível de conhecimento sobre os números de urna dos três principais candidatos apresentou diferenças. Entre os eleitores de Leandro Grass (PT), 60% indicaram o número correto, enquanto 39% disseram não saber e 1% informaram numeração incorreta.

No grupo de apoiadores de Celina Leão (PP), 34% afirmaram o número corretamente, 59% não souberam e 8% falaram errado. Já entre os eleitores de Arruda (PSD), que não é mais candidato, 28% informaram o número de urna, 63% disseram não saber e 9% responderam errado. A margem de erro é de 7 pontos percentuais para Grass, 6 para Celina e 8 para Arruda.

Branco ou nulo, qual a diferença?

Segundo o TSE, o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Para votar em branco, é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, depois, a tecla “confirma”. 

Já o voto nulo é aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”. 

Antigamente, o voto branco era considerado válido, ou seja, era contabilizado a favor do candidato vencedor. No entanto, hoje em dia, tanto os votos em branco quanto os nulos não são contados.

*Com informações do Tribunal Superior Eleitoral


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Editado por: Clivia Mesquita

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