A chefe da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Ella Pamfilova, divulgou nesta sexta-feira (25) a conclusão final dos resultados das eleições parlamentares para a Duma estatal, a câmara baixa do parlamento russo. A votação consolidou a ampla maioria do partido Rússia Unida e ficou marcada por forte presença de candidatos que participaram da guerra da Ucrânia.
De acordo com 100% dos boletins apurados, o partido do governo Rússia Unida ocupa 349 assentos, seguido do Partido Comunista da Rússia, que ficou com 37 assentos; o Partido Liberal-Democrata com 23; o “Novas Pessoas” com 17; e o partido “Rodina” com apenas um cargo na Duma.
A chefe da Comissão Eleitoral Central declarou que, entre os novos deputados que foram eleitos ao parlamento, 46 deles participaram da operação militar especial (nome oficial do conflito ucraniano utilizado pelas autoridades russas).
De acordo com ela, os candidatos que participaram do conflito ucraniano foram os “mais ativos durante o processo eleitoral”. Além disso, Pamfilova também informou que a campanha eleitoral na Rússia aconteceu sob “condições sem precedentes de escalada de ameaças”.
Já a participação da população nas eleições também teve um índice expressivo, com 59,8% de comparecimento às urnas, representando um número maior do que nas eleições parlamentares de 2016 e 2021. Um total de 67.448.094 pessoas participou do pleito.
No último dia das eleições parlamentares, realizadas entre os dias 18 e 20 de setembro, a Ucrânia realizou um grande ataque de drones contra a Rússia, incluindo em Moscou. Foi o maior ataque contra a capital russa registrado em todo o conflito ucraniano. No total, mais de 1.600 drones foram lançados contra as regiões russas, sendo que mais de 500 foram direcionados a Moscou.
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou nesta sexta-feira (25) que Moscou estava disposta a restabelecer as negociações com Kiev após a realização das eleições, mas o líder afirmou que “a Ucrânia tentou realizar ataques a Moscou e atacou pontos eleitorais”.

