Eleições no DF

Arruda rejeita apoio à chapa de Celina Leão: ‘Eles não terão o meu apoio’, diz

Ex-governador cita crise do BRB, venda da CEB e indicadores da educação entre as críticas à atual gestão

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José Roberto Arruda (PSD) anunciou que não apoiará a chapa de Celina Leão (PP) e Gustavo Rocha (Republicanos) e criticou a gestão do Governo do Distrito Federal
José Roberto Arruda (PSD) anunciou que não apoiará a chapa de Celina Leão (PP) e Gustavo Rocha (Republicanos) e criticou a gestão do Governo do Distrito Federal | Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) afirmou que não apoiará a candidatura à reeleição da governadora Celina Leão (PP), que tem na chapa Gustavo Rocha (Republicanos) como candidato a vice-governador. Em vídeo publicado nas redes sociais na noite de domingo (27), Arruda criticou a decisão de seu partido de apoiar a atual chefe do Executivo local e fez acusações sobre a gestão do Governo do Distrito Federal (GDF).

“Eles não terão o meu apoio. Todo respeito por quem desejar tomar essa posição, mas sem o meu voto, sem o meu apoio”, declarou o ex-governador. Arruda classificou a atual administração como “o pior governo da história de Brasília” e reiterou que não apoiará a chapa. Por fim, declarou apoio ao candidato a deputado federal Izalci Lucas (PL).

A manifestação ocorreu antes de o PSD-DF oficializar, nesta segunda-feira (28), o apoio à candidatura de Celina Leão. A decisão foi anunciada pelo presidente regional da sigla, Paulo Octávio, após a saída de Arruda da disputa pelo Palácio do Buriti. 

O ex-governador teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve o indeferimento do registro. Com isso, o partido passou a apoiar a atual governadora, enquanto Arruda se posicionou publicamente contra a aliança.

Crise do BRB e Banco Master

Entre as críticas feitas à gestão de Celina Leão, Arruda afirmou que a governadora e Gustavo Rocha, ex-secretário da Casa Civil no governo Ibaneis, “quebraram o BRB”. A declaração ocorre em meio à crise financeira enfrentada pelo Banco de Brasília e às investigações sobre operações bilionárias realizadas com o Banco Master, do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal investiga a compra de carteiras de crédito pelo BRB. Segundo informações divulgadas no âmbito das apurações, a instituição financeira teria transferido R$ 12,2 bilhões ao Master entre janeiro e maio de 2025 em operações envolvendo créditos vinculados à empresa Tirreno. A investigação aponta indícios de que os ativos negociados não tinham lastro, e que os créditos não puderam ser confirmados.

O caso também envolve a atuação de antigos dirigentes do banco público. Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pressionou o diretor financeiro, Dario Osvaldo Garcia Júnior, para concluir operações com o Master. As conversas integram o conjunto de elementos analisados pelos investigadores.

Diante da crise, o BRB busca viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com garantias que envolvem receitas públicas. A operação enfrenta entraves e foi levada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em setembro, Celina Leão afirmou que o atraso na divulgação do balanço do banco tinha caráter técnico e estava relacionado à contratação do empréstimo. A governadora também declarou que a instituição dispõe de alternativas caso a operação não avance.

Ex-governador também critica saúde e educação

No vídeo, Arruda também acusou Celina Leão e Gustavo Rocha de terem recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, de empresário do setor de transporte coletivo e da empresa de limpeza urbana Sustentare. As declarações foram feitas pelo ex-governador, mas os supostos repasses e as circunstâncias mencionadas precisam ser confrontados com documentos e manifestações dos envolvidos.

Arruda também criticou a venda da Companhia Energética de Brasília (CEB) e afirmou que a atual gestão transformou a saúde pública em um “caos”. Na educação, declarou que o Distrito Federal passou do primeiro para o 27º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparando os resultados atuais aos de seu governo.


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Editado por: Clivia Mesquita

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