ELEIÇÕES 2026

Quaest também indica crescimento de João Campos, que alcança Raquel Lyra em Pernambuco; Ivan Moraes pode forçar 2º turno

Candidatos estão numericamente empatados no 1º e no 2º turno; candidato do Psol pode provocar 2º turno com 1% dos votos

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João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes se encontraram para o debate da TV Globo
João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes se encontraram para o debate da TV GLobo | Crédito: Foto: Reprodução/TV Globo

Foi divulgada na noite desta terça-feira (29) mais uma rodada da pesquisa de intenção de voto em Pernambuco realizada pelo Instituto Quaest. Com apenas uma semana de distância da edição anterior, a pesquisa traz apenas oscilações dentro da margem de erro de três pontos percentuais, mas ela reafirma tendências percebidas por pesquisas anteriores: o candidato João Campos (PSB) segue crescendo na reta final e está empatado com a governadora Raquel Lyra (PSD), que se mantém há três meses oscilando entre 41% e 44%. Nesta edição, ambos aparecem com 42%.

Apesar de o cenário de empate técnico não ser novidade, o empate numérico ocorre pela primeira vez na Quaest. A governadora Raquel Lyra (PSD) aparecia sempre em vantagem nas pesquisas realizadas em julho (+6 pontos acima de Campos) e agosto (+8), mas viu a distância se reduzir ao longo de setembro e chega à última semana de campanha do 1º turno empatada numericamente (42%) com João Campos (PSB). Em terceiro lugar está Ivan Moraes (Psol), com os mesmos 1% mantidos desde a primeira pesquisa.

O candidato Renan Hallais (Missão), que aparecia com 1%, desta vez não pontuou. Também não foram lembrados os candidatos Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO). Os indecisos são 10% (-2), enquanto 5% (-1) declaram voto branco ou nulo. A pesquisa Quaest foi contratada pela Rede Globo e realizou entrevistas com 1.302 eleitores pernambucanos entre os dias 25 e 28 de setembro. Com nível de confiança de 95%, a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem registro PE-00324/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De onde vieram os votos?

Apesar das oscilações ocorrerem dentro da margem de erro, temos o declínio de três pontos na soma de votos brancos, nulos e indecisos (de 18% para 15%), além da perda de um ponto percentual de Renan Hallais (Missão). Quem ganhou um ponto foi Raquel Lyra (PSD), enquanto quem ganhou três pontos foi João Campos (PSB).

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes dos candidatos, a governadora leva vantagem numérica, apesar de ainda empatados na margem de erro: ela é lembrada por 35% dos eleitores entrevistados, enquanto o nome do ex-prefeito do Recife é citado por 30% como candidato escolhido. Ivan Moraes (Psol) tem 1%.

1% que vale muito

Há três meses sustentando os mesmos 1% (ou 1,2% dos votos válidos) nas pesquisas Quaest, o ex-vereador recifense Ivan Moraes (Psol) pode ser o garantidor de um 2º turno estadual, já que Lyra e Campos teriam hoje, segundo a Quaest, 49,4% dos votos válidos. Ele levou esse cenário para o debate transmitido pela TV Globo na noite desta terça-feira (29), ao dizer que, caso o seu eleitorado seja o fiel da balança num possível 2º turno, tanto a governadora quanto o ex-prefeito teriam de incorporar parte de suas pautas aos seus respectivos planos de governo.

2º turno

No cenário de 2º turno entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), os adversários novamente empatam, agora com 44% das intenções de voto. Cabe chamar atenção que, em uma semana, Campos oscilou positivamente (+3) um pouco mais que Lyra (+1). Ainda há 7% (-3) de indecisos, que seguem diminuindo, além de 5% (-1) declarando voto branco ou nulo.

Quem é o candidato de Lula?

O crescimento de Campos se dá principalmente a partir da divulgação das declarações de Raquel Lyra (PSD), feitas em 2025, sobre realizar uma laqueadura não consentida numa paciente que teria sete filhos. “Faz sem ela saber”, disse a governadora na ocasião a uma diretora de um hospital público em Garanhuns (PE). O vídeo impactou especialmente as intenções de voto entre as mulheres, que já demonstraram maior preferência por João Campos (PSB) e ampliaram a vantagem dele neste segmento.

Mas outro possível fator para o crescimento do ex-prefeito é a associação com o presidente Lula (PT), que visitou o Recife na última sexta-feira (25), realizou ato público e pediu votos para Campos diante de 80 mil pessoas. As imagens do ato têm sido amplamente utilizadas pelo candidato do PSB, já que o presidente da República tem 58% das intenções de voto em Pernambuco e ainda há um grande percentual de pernambucanos que não sabem quem é o candidato apoiado por Lula no estado.

Na pesquisa Quaest desta terça-feira (29), há um crescimento de sete pontos percentuais (de 54% para 61%) no índice de eleitores afirmando que João Campos é o candidato apoiado por Lula. O número de eleitores que dizem não saber segue elevado, em 32% (-6), enquanto 6% acreditam que o petista apoia Raquel Lyra e 1% dizem que o presidente não apoia candidato algum.

Perguntados sobre o candidato pernambucano apoiado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), 69% (-2) dizem não saber e 25% (+1) afirmam ser Raquel Lyra a favorita do candidato de extrema-direita. Há ainda 5% (+2) que consideram que nenhum candidato pernambucano é apoiado por Bolsonaro, enquanto 1% (-2) acham que João Campos conta com o apoio do senador.

Conhece e confia

A candidata Raquel Lyra (PSD) é conhecida de 95% dos pernambucanos, que se dividem entre 57% (-3) que a consideram uma opção de voto e 38% (+4) que, conhecendo ela, não lhe dariam seu voto. Há ainda 5% (-1) que dizem não conhecê-la.

João Campos é conhecido de 93% dos pernambucanos, alcançando os mesmos 57% (+3) que o consideram uma opção de voto e 36% (-2) que não consideram votar nele. Há ainda 7% (-1) que dizem não conhecê-lo.

Ivan Moraes (Psol) e Renan Hallais (Missão) são, ambos, desconhecidos de 81% dos eleitores. Mas Ivan viu uma oscilação nos seus números: redução no desconhecimento (-2) e crescimento (+2) dos que o consideram uma opção de voto, agora em 6% do eleitorado, contra 13% que o conhecem e não votariam. Já Renan manteve o índice de desconhecimento e viu a oscilação acontecer apenas com a migração de 2 pontos dos que conhecem e votariam (agora 4%) para o grupo dos que conhecem e não votariam (agora 15%).

Editado por: Vinícius Sobreira

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