A pesquisa da RealTime Big Data, divulgada nesta quarta-feira (30), apresenta diferentes cenários para a disputa ao governo do estado do Rio de Janeiro. Na pesquisa espontânea, Eduardo Paes (PSD) lidera as intenções de voto, seguido por Douglas Ruas (PL). Na pesquisa espontânea, 35% não souberam ou não responderam, um contingente que era de 43% duas semanas atrás. Eduardo Paes (PSD) tem 27% das intenções de voto e é seguido por Douglas Ruas (PL), com 22%. Anthony Garotinho (Republicanos) aparece com 3%. Outros nomes somam 3%; brancos e nulos, 10%.
Quando os candidatos foram apresentados, no cenário estimulado com Garotinho, Paes marcou 37% e Ruas, 31%. Garotinho teve 7%, seguido por William Siri (PSol), com 3%; Coronel Busnello (Missão) e André Marinho (Novo), com 2% cada; e Cyro Garcia (PSTU) e Juliete (UP), com 1% cada. Brancos e nulos somaram 8%, e 8% não responderam.
Em outro cenário estimulado, sem Garotinho, Paes chegou a 38%, ante 33% de Ruas. Os demais candidatos listados registraram até 3% cada; brancos e nulos somaram 10%, e 10% não souberam ou não responderam.
No segundo turno contra Douglas Ruas, Paes tem 41% das intenções de voto, ante 36% do adversário; 10% escolheriam branco ou nulo, e 13% não souberam responder. Considerados apenas os votos válidos, a vantagem de Paes é de 53% a 47%.
Senado: primeiro voto e segundo voto
Como os eleitores poderão escolher dois nomes para o Senado, o levantamento separou as respostas por voto. No primeiro voto, Benedita da Silva (PT) aparece com 20%, seguida por Carlos Jordy (PL), com 19%. Carlos Portinho (PL) e Pedro Paulo (PSD) têm 12% cada; Marcelo Crivella (Republicanos), 10%; e Monica Benicio (PSol), 9%. Waguinho (Republicanos) marca 3%, Helio Secco (Missão), 2%, e Marcos Dias (Podemos) e Ó Clemente (Democrata), 1% cada. Brancos e nulos somam 5%; 6% não souberam ou não responderam.
No segundo voto, Carlos Jordy lidera, com 18%, seguido por Carlos Portinho, com 17%. Pedro Paulo tem 12%; Benedita da Silva, 9%; Crivella, 9%; e Monica Benicio, 8%. Waguinho e Helio Secco aparecem com 3% cada, enquanto Marcos Dias e Ó Clemente têm 1% cada. Brancos e nulos somam 9%, e 10% não responderam.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores do estado do Rio de Janeiro entre 25 e 29 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança informado é de 95%.
Caso Garotinho
O TRE-RJ manteve por unanimidade, na terça-feira (29), o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do estado. A decisão está relacionada a uma condenação por improbidade administrativa e à suspensão dos direitos políticos. A defesa sustenta que o prazo de oito anos já terminou e informou que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A principal controvérsia é quando começa a contar o prazo de oito anos de suspensão dos direitos políticos. O TRE-RJ considerou que a condenação transitou em julgado em 11 de julho de 2025, entendimento que mantém a punição em vigor. A defesa de Garotinho sustenta que o marco correto é 1º de agosto de 2018, quando, segundo os advogados, a condenação se tornou definitiva; por essa contagem, o prazo terminou em agosto de 2026.
O impasse sobre essa data foi central para o indeferimento do registro, mantido pelo TRE-RJ. Garotinho ainda pode recorrer ao TSE, que deverá analisar a discussão e decidir se a suspensão já havia sido cumprida ou se continua valendo. Enquanto não houver decisão final, a candidatura permanece sub judice e os votos que receber dependem do desfecho do recurso para serem validados. Caso forem anulados, haverá novo cálculo dos votos válidos.

