Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte realizaram, na noite da última terça-feira (29), o último debate televisivo antes do primeiro turno das eleições, que será disputado no próximo domingo (4). Promovido pela Inter TV em Natal, afiliada da TV Globo, o confronto reuniu Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e Professor Robério Paulino (PSOL), em um encontro atravessado por denúncias de corrupção, cobranças sobre a qualidade dos serviços públicos e a influência da disputa presidencial na política estadual.
A precarização e os investimentos na saúde pública centralizaram boa parte dos embates. Cadu de Lula (PT) cobrou transparência de Allyson Bezerra sobre investigações que apuram supostas irregularidades na compra de medicamentos na prefeitura de Mossoró, além de citar as denúncias da Operação Mederi da Polícia Federal trazidas por Álvaro Dias.
Allyson alegou já ter prestado esclarecimentos e rebateu, criticando a gestão de salários e consignados dos servidores estaduais. Por outro lado, Cadu destacou os avanços do governo Fátima Bezerra (PT) na saúde, lembrando a expansão do atendimento da Unicat de 40 mil para 80 mil beneficiários de medicamentos de alta complexidade e o aumento dos repasses federais do governo Lula no setor.
O debate sobre educação e direitos trabalhistas também colocou os candidatos em posições opostas. O Professor Robério Paulino cobrou propostas para a ampliação do ensino em tempo integral nas escolas públicas e questionou a posição do estado nos índices do Ideb.
O candidato petista Cadu de Lula trouxe à tona a pauta da proteção social ao questionar Allyson sobre práticas abusivas e assédio contra trabalhadores terceirizados durante o período eleitoral. A segurança pública e a conjuntura política nacional provocaram discussões acaloradas entre os postulantes.
Enquanto Allyson defendeu ações adotadas em Mossoró e o reforço ostensivo, Robério Paulino defendeu que o combate à violência exige a combinação de policiamento com políticas sociais profundas.
O candidato do PSOL também tensionou o debate ao relacionar a disputa estadual à política nacional, questionando Álvaro Dias sobre denúncias que vinculam a candidatura de Flávio Bolsonaro a esquemas milicianos no Rio de Janeiro.
Diante das cobranças de posicionamento entre as forças políticas do país, Allyson evitou definir apoio nacional, dizendo que governará com quem for eleito, enquanto Robério e Cadu reafirmaram a importância da integração com o governo federal para o desenvolvimento do Estado e o compromisso com a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto.

