O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) recebeu, na noite dessa terça-feira (29), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes. O encontro teve como pauta principal a formulação de políticas públicas para as mulheres, a representatividade e a presença feminina em cargos de liderança. O evento lotou o auditório do Senge-PR com engenheiras, engenheiros e representantes de outras organizações.
O evento, que pode ser acessado na íntegra através do Youtube, faz parte da iniciativa “Senge-PR com as Mulheres”, organizada pelo Coletivo de Mulheres do sindicato. O grupo, coordenado pela diretora Edilene Andreiu, destaca a importância do voto feminino nas eleições de 2026.
“Somos a maioria da população, mas, em diversos espaços, como aqui dentro do sindicato, ainda somos minoria. Por isso, queremos trabalhar com políticas públicas que possibilitem que as mulheres estejam em todos os espaços que desejarem,
garantindo uma sociedade melhor e igualitária”, argumentou Ágatha Branco, presidenta do Senge-PR, primeira mulher a ocupar o cargo.
Para Léo Ribas, coordenadora territorial de políticas para as mulheres do Ministério das Mulheres no Paraná, o foco da atuação do órgão deve ser também nas comunidades. “Trabalhar para combater a violência de gênero é um desafio imenso, que tenho travado há mais de 30 anos. Quando a gente conversa em uma comunidade e leva essa demanda para o ministério, a gente pode mudar a vida de muita gente”, conta.

No evento, a ministra Márcia Lopes alertou sobre a desigualdade de salários – as mulheres no Brasil recebem 21,3% a menos que os homens no mesmo cargo. “Aqui as engenheiras recebem o mesmo que um engenheiro que exerce a mesma função? Temos uma lei de igualdade salarial, e essa lei tem que ser cumprida”, declarou.
Lopes também apontou para a falta de representatividade feminina na política. 51,5% da população brasileira são mulheres, mas apenas 18,5% das cadeiras do Senado e 18% das cadeiras da Câmara dos Deputados são ocupadas por mulheres.
“A política é uma dimensão da nossa vida em sociedade. Não existe nada sem a política, nada é neutro, tudo tem um lado. Nós temos aqui no Paraná mulheres incríveis como candidatas, e tudo que a gente espera é que as eleitoras e eleitores do Paraná entendam que, mais do que nunca, precisamos ter uma bancada feminina”, concluiu.


