Reta final

Multidão ocupa rua Augusta no encerramento da campanha de Lula em São Paulo

Presidente encerrou primeiro turno da campanha neste sábado (3), com caminhada ao lado de Haddad e Alckmin

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Imagem mostra vista aérea da extensão da rua Augusta, ocupada por milhares de pessoas vestidas principalmente com roupas e bandeiras vermelhas.
Ato deste sábado (3) ocupou vários quarteirões da rua Augusta, próximo à avenida Paulista, em São Paulo (SP) | Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encerrou neste sábado (3) a campanha para o primeiro turno das eleições com uma caminhada na região da avenida Paulista, em São Paulo. Ao lado de aliados, Lula fez um discurso de mobilização da militância e relacionou a disposição para continuar na política à existência de uma causa. “A minha causa é o povo brasileiro. A minha causa é a educação. A minha causa é a soberania brasileira”, disse Lula.

Em seu discurso, o presidente lembrou o fim do ministério do Trabalho e da Indústria e Comércio durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e voltou a se referir à eleição como uma oposição entre democracia e barbárie. O presidente fez, ainda, críticas ao bolsonarismo e mencionou investigações envolvendo a Previdência Social e o sistema financeiro. Ao citar o banqueiro Daniel Vorcaro, Lula afirmou que as investigações estariam revelando novos elementos e disse que seus adversários estariam preocupados com o avanço das apurações.

O presidente ainda pediu que os presentes não fossem descansar, e sim convencer outros eleitores e brincou: “Não existe essa de Gavião ser de direita”, em referência à maior torcida do Corinthians, time do presidente.

A concentração ocorreu nas proximidades da avenida Paulista e da rua Augusta, com participação do candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também participou do ato.

A caminhada havia sido autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) na sexta-feira (2), depois de um impasse entre a campanha petista e a Prefeitura de São Paulo. A Justiça Eleitoral permitiu a realização do evento, mas determinou que as vias públicas permanecessem desobstruídas e que os organizadores seguissem as orientações da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Presidente Lula encerra atos de campanha no centro de São Paulo
Presidente Lula encerra atos de campanha no centro de São Paulo | Crédito: Ricardo Stuckert/Divulgação

Aliados reforçam discurso de campanha

O candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, comentou a tentativa da prefeitura de barrar o ato deste sábado (3) tendo como justificativa o tumulto. “Mas essa é uma manifestação da paz, com amor, com respeito, da solidariedade”, rebateu o ex-ministro da Fazenda do governo Lula.

Marina Silva agradeceu a militância e pediu que os apoiadores continuassem engajados na campanha. Simone Tebet afirmou que a mobilização na Paulista representava uma demonstração em defesa da democracia e da soberania e pediu votos para Lula e Haddad.

Geraldo Alckmin agradeceu a presença dos apoiadores e destacou a participação popular no encerramento da campanha. Márcio França, candidato a vice-governador na chapa de Haddad, elogiou a disposição de Lula durante a campanha e também convocou a militância para as últimas horas antes da votação.

Janja concentrou sua fala nas mulheres presentes no ato e pediu que elas continuassem conversando com eleitores até o domingo. “Nós é que vamos entregar o tetra ao presidente Lula”, disse.

Tensão com a PM durante ato

A realização da caminhada foi precedida por um impasse entre a campanha de Lula e a Prefeitura de São Paulo. A administração municipal havia questionado a realização do evento na véspera da eleição, alegando a necessidade de garantir a circulação nas vias durante o período eleitoral.

O TRE-SP, porém, autorizou a caminhada, desde que não houvesse bloqueio das vias e fossem respeitadas as orientações das autoridades de trânsito.

Na manhã deste sábado, houve um princípio de confusão entre integrantes da organização e policiais militares por causa da posição dos carros de som. A PM determinou o deslocamento dos veículos para liberar a circulação, enquanto integrantes da campanha questionaram a medida.

A discussão ocorreu antes da chegada de Lula e foi acompanhada por apoiadores. Posteriormente, os carros de som foram deslocados e o ato prosseguiu.

Editado por: Monyse Ravena

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