A economista Juliane Furno, em entrevista ao Brasil de Fato, lamentou que as campanhas presidenciais não tenham politizado o debate público durante as eleições deste ano, ao menos durante o primeiro turno.
“As campanhas precisam construir uma agenda propositiva. É uma disputa de concepção de sociedade, não é uma disputa de projetos gerenciais, mas um debate sobre que rumo, para onde a sociedade quer caminhar. Acontece que, infelizmente, os seres humanos fazem história, mas não nas condições que eles escolhem”, afirmou Furno.
Para a economista, “nós não podemos brigar com a realidade. Se a realidade impôs um conjunto de temas acessórios, como o STF e o escândalo do banco Master, temos que lidar e dialogar”, insistiu.
Os temas priorizados pela campanha de Lula foram elogiados por Furno. “A campanha do Lula fez muito bem em tocar em temas estruturais, que politizam a sociedade. O fim da escala 6×1 é o debate mais importante e que pode deixar a mudança mais estrutural pelo governo Lula. O debate sobre o fim das bets foi muito corajoso.”
O Brasil de Fato seguirá acompanhando a apuração das eleições 2026 ao vivo, até 22h, com participações de convidados especiais e correspondentes nos estados e fora do país. Assista:

