Eleições 2026

Pela primeira vez, Lula ganha em todas as seções eleitorais da China Continental

Candidato do PT obteve 65,7% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro 24,0%, somando Pequim, Xangai e Guangzhou

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Eleitores brasileiros em frente à Embaixada do Brasil em Pequim, capital da China. 4 de outubro de 2026
Eleitores brasileiros em frente à Embaixada do Brasil em Pequim, capital da China. 4 de outubro de 2026 | Crédito: Núcleo do PT na China

Luiz Inácio Lula da Silva obteve 65,7% dos votos dos eleitores brasileiros registrados na China Continental (sem contar Hong Kong), de acordo com os boletins de urnas emitidos ao final da votação no país asiático às 17h00, 06h00 no horário de Brasília. Esta foi a primeira vez que um candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), vence em todas as seções eleitorais da China continental.

Nas três seções da China continental somadas, 432 dos 1.500 eleitores aptos compareceram (28,8%). Lula obteve 268 votos válidos (65,7%) e Flávio Bolsonaro 98 (24,0%). Em 2018, Jair Bolsonaro venceu as eleições no país asiático, e em 2022, Lula venceu em Xangai e Pequim, mas não em Guangzhou.

Na Região Administrativa Especial de Hong Kong, Flávio Bolsonaro venceu por uma diferença de 6 votos, com 105 votos (43,0%). Lula obteve 99 (40,6%). Renan Santos ficou em terceiro com 12 votos (4,9%), seguido de Ronaldo Caiado com 11 (4,5%) e Augusto Cury com 10 (4,1%). Dos 668 eleitores aptos, ao menos 244 compareceram às urnas.

Por seção, Lula obteve 52,2% em Guangdong, 63,7% em Xangai e 77,6% em Pequim. Flávio Bolsonaro ficou em segundo nos três, obtendo 38,0%, 22,5% e 16,4% na mesma ordem. A participação variou de 23,6%, em Guangdong, a 39,8%, em Pequim; 432 eleitores votaram nas três seções somadas. Os resultados de Hong Kong, quarta seção na China, que reúne 668 eleitores aptos, ainda não foram apurados.

Resultados por seção

Resultados na China — Eleições Presidenciais 2026 — 1º Turno (04/10/2026)

CANDIDATOPARTIDOGUANGDONG
(aptos 419)
XANGAI
(aptos 739)
PEQUIM
(aptos 342)
HONG KONG
(aptos 668)
LULAPT48 (52,2%)116 (63,7%)104 (77,6%)99 (40,6%)
FLÁVIO BOLSONAROPL35 (38,0%)41 (22,5%)22 (16,4%)105 (43,0%)
RENAN SANTOSMISSÃO6 (6,5%)9 (4,9%)1 (0,7%)12 (4,9%)
ESCRITOR AUGUSTO CURYAVANTE1 (1,1%)7 (3,8%)3 (2,2%)10 (4,1%)
RONALDO CAIADOPSD1 (1,1%)3 (1,6%)1 (0,7%)11 (4,5%)
ZEMANOVO–4 (2,2%)–5 (2,0%)
HERTZ DIASPSTU–1 (0,5%)––
SAMARAUP––2 (1,5%)–
CLARIANA BARAODC––1 (0,7%)1 (0,4%)
LEONARDO AVALANCHE –1 (0,5%)––
RUI COSTA PIMENTAPCO1 (1,1%)––1 (0,4%)
      
VOTO BRANCO 230—
VOTO NULO 5122—
NOMINAIS / TOTAL APURADO 92 nom. / 99 de 419 (23,6%)182 nom. / 197 de 739 (26,7%)134 nom. / 136 de 342 (39,8%)244 nom. / de 668 (mín. 36,5%)

Nas eleições de 2022, os mesmos quatro locais registraram aproximadamente 564 votos no primeiro turno. Para este ano, o número de eleitores aptos cresceu para 2.168, distribuídos entre Guangdong (419), Hong Kong (668), Pequim (342) e Xangai (739).

No primeiro turno de 2022, o resultado nas seções brasileiras da China foi dividido por cidade: em Hong Kong e Cantão, Bolsonaro ficou à frente de Lula; em Pequim e Xangai, Lula liderou com folga. No segundo turno, o padrão se manteve: Bolsonaro obteve 54,3% em Hong Kong e 69,3% em Cantão; Lula levou 67,1% em Pequim e 66,8% em Xangai.

Os dados foram apurados diretamente dos boletins de urna, documento público emitido pelo TSE ao encerramento da votação e afixado nos locais de votação. Segundo o manual do TSE, “cópias do boletim são garantidas aos fiscais partidários, podendo, ainda, ser entregues aos interessados presentes no momento do fechamento da urna”.

Nova Zelândia, Coreia do Sul e Austrália

Lula venceu também na Nova Zelândia, na Coreia do Sul e, parcialmente, na Austrália. Na Nova Zelândia, onde a votação ocorreu no sábado (3/10), o petista obteve 73,4% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro, 15,8%. Na Coreia do Sul, foram 56,9% para Lula e 33,3% para Bolsonaro, num total de 216 votos nominais. Na Austrália, com 26 das 29 seções apuradas, Lula registra 5.283 votos (64,9%) e Bolsonaro, 2.022 (24,8%). Em comparação com o primeiro turno de 2022, quando Lula disputou contra Jair Bolsonaro, o candidato petista ampliou a margem na Nova Zelândia (de 70,3% para 73,4%) e recuou na Coreia do Sul (de 64,3% para 56,9%), num pleito em que mais candidatos dividem os votos.

Editado por: Mauro Ramos

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