O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, desrespeitou a lei eleitoral e usou o celular durante a votação, na manhã deste domingo (4), na Escola Estadual Delfim Moreira, no Centro de Araxá, no Alto Paranaíba.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, “é terminantemente proibido entrar na cabina de votação com celulares, óculos inteligentes, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro dispositivo eletrônico capaz de fotografar ou filmar o voto”.
A proibição consta na Lei das Eleições e na Resolução nº 23.759/2026, do TSE. A violação do sigilo do voto é crime eleitoral, estabelecido no art. 312 do Código Eleitoral, sujeito a pena de até dois anos de detenção.
Zema alegou que não foi alertado pelos mesários. “Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente, mas isso não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A colinha estava no papel, levei no papel. Se eu tivesse sido alertado, eu entregava na hora”, disse.
Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que vai apurar a situação de Zema.
O TRE também informou que “todos os mesários foram instruídos acerca da proibição de uso de celular e outros equipamentos que violem o sigilo do voto na cabine de votação”.
Sem empolgar nas pesquisas eleitorais, em que aparece com cerca de 3% das intenções de voto, Zema disse estar confiante de que os eleitores vão reconhecer a trajetória dele como gestor nos setores privado e público.
“Certeza, nós vamos mostrar que temos eleitores em todos os estados do Brasil, em todas as cidades, pessoas que ainda acreditam numa proposta de mudança de alguém que tem histórico de gestão tanto no setor privado quanto no público”, afirmou.


