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Domínio da direita no Senado: veja os eleitos e como fica a Casa em 2027

PL ganhou mais 16 senadores, seguido por Novo com 3 e Republicanos com 1; PT manteve a bancada com 9

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Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária | Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

A direita conseguiu eleger 33 senadores nas eleições desse ano, ampliando a bancada no Senado para, pelo menos, 50 cadeiras, das 81 existentes. Alguns partidos considerados de centro, porém, tendem a votar mais à direita, o que pode ampliar a capacidade de aprovação de projetos que ataquem direitos humanos, sociais e trabalhistas.

Por exemplo, para aprovar projeto de lei por maioria absoluta, são necessários os votos de 41 senadores. Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários 49 votos, o equivalente a três quintos dos senadores, em duas votações. Nos julgamentos de impeachment, são necessários 54 votos, ou dois terços do Senado.

Entre os partidos, o PL, de Flávio Bolsonaro, elegeu o maior número de senadores: 19. Na sequência, aparecem o MDB, com 7, e o PT, com 6. Depois vêm: PP, União Brasil, PSB e Novo, com 3 senadores eleitos cada um. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos elegeram 2 cada. PDT e Rede elegeram 1 cada.

Senadores eleitos em 2026:

Acre (AC): Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos);

Alagoas (AL): Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB);

Amapá (AP): Rayssa Furlan (PODE) e Lucas Barreto (PSD);

Amazonas (AM): Eduardo Braga (MDB) e Plinio Valério (PSDB);

Bahia (BA): Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT);

Ceará (CE): Cid Gomes (PSB) e Luizianne (Rede);

Distrito Federal (DF): Michele Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL);

Espírito Santo (ES): Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos);

Goiás (GO): Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União);

Maranhão (MA): Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo);

Mato Grosso (MT): Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL);

Mato Grosso do Sul (MS): Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL);

Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT);

Pará (PA): Helder (MDB) e Chicão (União);

Paraíba (PB): João Azevêdo (PSB) e Veneziano (MDB);

Paraná (PR): Filipe Barros (PL) e Deltan Dallangnol (Novo);

Pernambuco (PE): Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT);

Piauí (PI): Marcelo Castro e Júlio César (o Julim do Lula) (PSD);

Rio de Janeiro (RJ): Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL);

Rio Grande do Norte (RN): Styvenson Valentim (Pode) e Samanda de Lula (PT);

Rio Grande do Sul (RS): Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo);

Rondônia (RO): Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL);

Roraima (RR): Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB);

Santa Catarina (SC): Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL);

São Paulo (SP): Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL);

Sergipe (SE): Rogério Carvalho (PT) e Delegado Alessandro (MDB);

Tocantins (TO): Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB);

O PL teve o maior ganho de bancada desta eleição, com 16 senadores a mais. O PT manteve a mesma bancada. O Novo ganhou 3 novos senadores e o Republicanos ganhou 1.

Por outro lado, o PSD foi o grande derrotado na eleição para o Senado, com perda de 10 senadores da bancada. Podemos e União Brasil perderam 3 cada um. MDB e PDT perderam 2 cada. E o PSDB perdeu 1.

Com isso, a composição do Senado a partir de 2027 será:

PL: 28 senadores;

PT: 9 senadores;

MDB: 8 senadores;

PP: 6 senadores;

União Brasil: 6 senadores;

Republicanos: 5 senadores;

PSD: 5 senadores;

PSB: 4 senadores;

Novo: 3 senadores;

Podemos: 2 senadores;

PSDB: 2 senadores;

PDT: 1 senador;

Rede: 1 senador;

Sem partido: 1 senador.

Editado por: Rodrigo Gomes

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