A direita conseguiu eleger 33 senadores nas eleições desse ano, ampliando a bancada no Senado para, pelo menos, 50 cadeiras, das 81 existentes. Alguns partidos considerados de centro, porém, tendem a votar mais à direita, o que pode ampliar a capacidade de aprovação de projetos que ataquem direitos humanos, sociais e trabalhistas.
Por exemplo, para aprovar projeto de lei por maioria absoluta, são necessários os votos de 41 senadores. Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários 49 votos, o equivalente a três quintos dos senadores, em duas votações. Nos julgamentos de impeachment, são necessários 54 votos, ou dois terços do Senado.
Entre os partidos, o PL, de Flávio Bolsonaro, elegeu o maior número de senadores: 19. Na sequência, aparecem o MDB, com 7, e o PT, com 6. Depois vêm: PP, União Brasil, PSB e Novo, com 3 senadores eleitos cada um. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos elegeram 2 cada. PDT e Rede elegeram 1 cada.
Senadores eleitos em 2026:
Acre (AC): Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos);
Alagoas (AL): Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB);
Amapá (AP): Rayssa Furlan (PODE) e Lucas Barreto (PSD);
Amazonas (AM): Eduardo Braga (MDB) e Plinio Valério (PSDB);
Bahia (BA): Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT);
Ceará (CE): Cid Gomes (PSB) e Luizianne (Rede);
Distrito Federal (DF): Michele Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL);
Espírito Santo (ES): Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos);
Goiás (GO): Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União);
Maranhão (MA): Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo);
Mato Grosso (MT): Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL);
Mato Grosso do Sul (MS): Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL);
Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT);
Pará (PA): Helder (MDB) e Chicão (União);
Paraíba (PB): João Azevêdo (PSB) e Veneziano (MDB);
Paraná (PR): Filipe Barros (PL) e Deltan Dallangnol (Novo);
Pernambuco (PE): Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT);
Piauí (PI): Marcelo Castro e Júlio César (o Julim do Lula) (PSD);
Rio de Janeiro (RJ): Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL);
Rio Grande do Norte (RN): Styvenson Valentim (Pode) e Samanda de Lula (PT);
Rio Grande do Sul (RS): Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo);
Rondônia (RO): Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL);
Roraima (RR): Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB);
Santa Catarina (SC): Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL);
São Paulo (SP): Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL);
Sergipe (SE): Rogério Carvalho (PT) e Delegado Alessandro (MDB);
Tocantins (TO): Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB);
O PL teve o maior ganho de bancada desta eleição, com 16 senadores a mais. O PT manteve a mesma bancada. O Novo ganhou 3 novos senadores e o Republicanos ganhou 1.
Por outro lado, o PSD foi o grande derrotado na eleição para o Senado, com perda de 10 senadores da bancada. Podemos e União Brasil perderam 3 cada um. MDB e PDT perderam 2 cada. E o PSDB perdeu 1.
Com isso, a composição do Senado a partir de 2027 será:
PL: 28 senadores;
PT: 9 senadores;
MDB: 8 senadores;
PP: 6 senadores;
União Brasil: 6 senadores;
Republicanos: 5 senadores;
PSD: 5 senadores;
PSB: 4 senadores;
Novo: 3 senadores;
Podemos: 2 senadores;
PSDB: 2 senadores;
PDT: 1 senador;
Rede: 1 senador;
Sem partido: 1 senador.

