Trabalhadores do município de Araucária (PR), na Região Metropolitana de Curitiba, entram no sétimo dia de greve. A mobilização dos trabalhadores é contra a Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 11/2026, da gestão do prefeito Gustavo Botogoski (PL), que altera a previdência e fragiliza direitos sindicais.
A categoria ocupou o prédio e o gabinete da Prefeitura de Araucária, montou acampamento no local e fez marchas nas ruas e na BR-476. A partir das pressões populares, uma negociação entre prefeitura e trabalhadores foi marcada para esta segunda-feira (5), às 14h30.
A greve começou com um protesto em frente à Câmara Municipal, reunindo cerca de 1,5 mil servidores durante a votação em primeiro turno, na última terça-feira (29). Grevistas foram impedidos de acessar o plenário pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar, que usou spray de pimenta para reprimir o ato.
Ainda nesta segunda, pela manhã, um ofício com alterações para proteger o Fundo de Previdência Municipal de Araucária foi encaminhado ao executivo. O documento foi produzido pelo Sindicato do Funcionalismo de Araucária (Sifar), o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (Sismmar) e os técnicos do Fundo.
O ofício também exige a retirada dos pontos, na Proposta de Emenda, que tratam do corte de salário da diretoria dos sindicatos, da possibilidade de exoneração dos diretores(as) de escola eleitos e do enfraquecimento da Conferência de Saúde, tornando-a apenas consultiva.
A Conferência Municipal de Saúde de Araucária é uma das únicas que tem caráter deliberativo. Por fixar as diretrizes de saúde, contribui para que haja um controle social da cidade, com participação popular para decidir os rumos da saúde do município. Com a mudança proposta, a conferência democrática ficaria enfraquecida, abrindo caminho, por exemplo, para a terceirização.


