A Bancada Feminista (Psol) foi reeleita para mais uma legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) neste domingo (4). Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a deputada Paula Nunes, que integra o mandato coletivo, afirma que “uma das poucas alegrias” do primeiro turno e destaca o aumento dos votos na comparação com 2022 como um sinal de aprovação da bancada. “Isso mostra a força do feminismo; mulheres foram muito bem votadas nessas eleições. Foi uma vitória importante, mas em um cenário muito difícil, já que, infelizmente, não foram só mulheres que defendem mulheres. Um exemplo disso foi a candidata mais votada, que é abertamente antifeminista”, avalia.
Nunes observa que a Alesp, a partir de 2027, será uma casa legislativa mais conservadora. O PL aumentou de 19 para 27 cadeiras. “É um contexto muito desafiador”, continua.
Diante desse contexto, Paula Nunes reforça que a estratégia seguirá sendo a da unidade. “O PL é o partido mais votado, o PT é o segundo e o Psol é o terceiro. Então a verdade é que, juntos, PT e Psol, tiveram votações relevantes e, ainda que menos do que o PL, não é uma força que possa ser ignorada. A verdade é que nós não temos uma força na sociedade e, portanto, no parlamento, que deva ser ignorada. É muito importante que os partidos de oposição atuem juntos”, aponta.
A codeputada destaca que era bastante previsível que a força da extrema direita iria se demonstrar na composição do parlamento. E atribui a imensa votação de Eduarda Campopiano (PL) ao fato de ser a candidata de Lucas Pavanato (PL), que se elegeu deputado federal. “A forma de fazer política e de se expressar no parlamento, seja na Assembleia Legislativa, seja no Congresso Nacional, mudou. Dos cinco deputados federais mais votados, tem menos de 40 anos. Um tempo atrás isso era impensável”, observa. “As redes sociais tiveram um peso importante nessas eleições. Seria muito difícil que uma votação expressiva para o Congresso não se manifestasse no estado”, ressalta.
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