MOBILIZAÇÃO GERAL

‘A vitória será nossa’: mobilização histórica reúne mil apoiadores pela reeleição de Lula, em Curitiba

Plenária histórica na APP Sindicato organizou ações de campanha para o segundo turno

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Ação reuniu de militantes a apoiadores não ligados a organizações políticas.
Ação reuniu de militantes a apoiadores não ligados a organizações políticas. | Crédito: Murilo Bernardon/BdF PR

Na noite desta terça-feira (6), cerca de mil pessoas participaram de uma plenária na APP Sindicato dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola do Paraná, em Curitiba (PR), para organizar ações de campanha do segundo turno. A mobilização para reeleger Lula reuniu movimentos, sindicatos, partidos e outras organizações do campo popular, além de militantes, parlamentares, candidatos que disputaram as eleições, estudantes, artistas e apoiadores que se colocam contra a extrema-direita.

A reunião teve como pauta central o desenvolvimento de ações para dialogar com a população, apresentar o projeto popular de país e denunciar o risco de fim da democracia e de direitos básicos – de direitos trabalhistas, do voto feminino, do direito à greve, à manifestação política, entre outros. 

O debate articulou as ações “olho no olho”, nas periferias e no interior do estado, e o trabalho nas redes digitais que, apesar de serem um campo de batalha desigual, com interferência das Big Techs, fazem parte do cotidiano da maioria dos brasileiros. A ênfase foi nos trabalhos com a população, em atividades práticas, de conversa franca para virar votos e convocar indecisos.

Entre as primeiras falas, Miss Preta (PT), primeira mulher negra eleita deputada estadual no Paraná, declarou que a esquerda recuperou a autoestima. “Acabou o desânimo, sem clima de velório. A vitória será nossa”, gritou. As falas destacaram a necessidade de criar ambientes de agitação, com carreatas, buzinaços, adesivaços, atividades culturais e, principalmente, trabalho nas redes e nas ruas.

“Nossa experiência histórica é o trabalho de base. E esse é o momento do trabalho de base, de olho no olho”, apontou Edson Bagnara, da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A mobilização cerca de mil pessoas na APP Sindicato, Sindicato dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola do Paraná.
A mobilização cerca de mil pessoas na APP Sindicato, Sindicato dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola do Paraná. | Crédito: Murilo Bernardon/BdF PR

Mobilização popular

Na assembleia popular participaram desde militantes antigos, quadros de partidos de esquerda, até apoiadores não ligados a nenhum grupo político – pessoas comuns que buscaram a mobilização geral com o espírito de luta para não perder direitos e de defesa do processo democrático.

O medo dos retrocessos promovidos por uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) foi o que motivou a estudante de Relações Públicas, Ana Luiza Moretti, a participar da atividade. “Não estou conseguindo dormir por medo. Sou mulher e lésbica, então meus direitos serão tirados de mim e eu não vou poder fazer nada”, conta. 

A revolta após os resultados do 1º turno também fez com que um grupo de amigos se reunisse para pensar ações de enfrentamento ao avanço do Bolsonarismo, em um grupo de WhatsApp. Em menos de dois dias, o grupo foi sendo ampliado e foi transformado na comunidade Frente Democrática Popular de Curitiba, que atualmente reúne cerca de 3 mil integrantes. 

Um dos criadores da iniciativa, o estudante de Engenharia Industrial, Lucas Eduardo, participou da atividade por entender a importância da ação coletiva. “É extremamente importante para nós ver essa galera junta, ver que está todo mundo revoltado e que é preciso sair nas ruas. Todo mundo precisa entender que a gente precisa ganhar essas eleições para poder continuar existindo”. 

É pela defesa da reeleição de Lula e pela derrota de um projeto de extrema-direita que a militante Mirian Nascimento está nas ruas. Junto com um grupo de amigas, criou o Comitê Popular Loukas por Lula. “A gente tem muita coragem de lutar e enfrentar. A gente está do lado certo da história”, relata.

Editado por: Franciele Petry Schramm

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