OFICINAS MUSICAIS

Festival de Percussão Ecarta Musical traz diversidade de ritmos e instrumentos a Porto Alegre

Programação começa neste sábado (10), segue por quatro sábados e terá show de encerramento gratuito

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4ª edição do Festival reúne dez oficineiros em quatro sábados de outubro, percorrendo tradições do Brasil, África, Oriente Médio e América Latina
4ª edição do Festival reúne dez oficineiros em quatro sábados de outubro, percorrendo tradições do Brasil, África, Oriente Médio e América Latina | Crédito: Divulgação/Fundação Ecarta

A 4ª edição do Festival de Percussão Ecarta Musical começa neste sábado (10). Ao longo de quatro sábados deste mês, a Fundação Ecarta recebe uma programação voltada à experimentação de diferentes instrumentos de percussão, com atividades que buscam apresentar suas histórias e técnicas, além de explorar como os ritmos atravessam culturas, territórios e gerações. As oficinas acontecem na sede da Fundação Ecarta, e as inscrições podem ser feitas por meio do formulário disponível no site da instituição.

Nesta edição, o festival também presta homenagem ao músico Fernando do Ó, um dos nomes de referência da percussão gaúcha e brasileira, que trabalhou por mais de quatro décadas com artistas como Renato Borghetti, Adriana Calcanhotto e Nei Lisboa, entre outros. Sua trajetória levou a percussão brasileira a diferentes países. O músico também desenvolveu um importante trabalho de formação, ministrando oficinas de percussão em universidades e escolas de Porto Alegre e de outras cidades do Rio Grande do Sul.

A coordenadora do Ecarta Musical, Elenice Zaltron, explica que o Festival de Percussão enriquece a música gaúcha com diversidade, estimulando novas combinações e ampliando as possibilidades musicais. “Com o Festival, o Ecarta Musical promove o encontro entre instrumentos, ritmos e sonoridades de diferentes culturas. Ao reunir muito mais do que tambores, fazemos do Festival um espaço de troca, descoberta e inovação”, comemora a produtora cultural.

Oficinas e um grande encontro de tambores

A programação começa neste sábado (10), às 10h30, com a oficina “Percussão Oriental – Pais & Filhos”, uma atividade de aproximação com instrumentos, técnicas e ritmos da percussão oriental, explorando diferentes possibilidades sonoras e culturais dessa tradição, com curadoria do percussionista e pesquisador Cândido de Castro. Ainda no sábado, às 14h, Fernanda Mansur apresenta “Snujs – Ritmos e Práticas”, um encontro dedicado aos snujs, pequenos címbalos ligados à tradição da dança árabe. Pedro Borghetti encerra o dia com uma experiência coletiva com o bombo leguero, às 16h30.

No sábado (17), o festival percorre diferentes territórios sonoros. Às 10h30, Fernando Sessé apresenta “Pandeiro Moderno”, explorando as possibilidades contemporâneas do instrumento e aproximando-o da música pop e do jazz. Fabiano Derbak, às 14h, apresenta “Derbake e Ritmos Árabes”, passando pelos principais ritmos da música árabe, suas origens e acentuações. Por fim, às 16h30, Edu do Nascimento, músico, educador e filho de Mestre Giba Giba, conduz a “Oficina de Sopapo”, instrumento profundamente ligado à história e à cultura negra do Rio Grande do Sul.

O terceiro dia de programação, no sábado (24), começa com Pablo Vares, às 10h30, apresentando “Ritmo & Handpan” em uma atividade que combina consciência rítmica, percussão corporal e criação musical. Às 14h, Ana Medeiros “La Negra” propõe um uso pouco convencional das castanholas, levando o instrumento para o choro e a música popular brasileira (MPB) com a atividade “Castanholas no Choro e na MPB”. Fechando o dia, às 16h30, o marfinense Loua Pacôm Oulaï conduz “Laboratório de Ritmos: Djembê e Dununs”, aproximando os participantes das tradições percussivas da África Ocidental.

No último sábado do festival (31), o Ojo Ateliê, das artistas Fer e Fiva, promove, às 10h30, a oficina “Cerâmica Sonora”, na qual os participantes poderão criar seus próprios chocalhos e experimentar as relações entre barro, som, ancestralidade e expressão artística. Para encerrar a programação, às 18h, o festival promove o show “Tambores do Mundo”, reunindo no palco os participantes da programação em um encontro musical que celebra a diversidade da percussão. A apresentação de encerramento tem entrada franca.

Serviço

Sábado, 10 de outubro | Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)

10h30 | Oficina “Percussão Oriental – Pais & Filhos” com Cândido de Castro

14h | Oficina “Snujs – Ritmos e Práticas” com Fernanda Mansur

16h30 | Oficina “Bombo Leguero” com Pedro Borghetti

Sábado, 17 de outubro | Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)

10h30 | Oficina “Pandeiro Moderno” com Fernando Sessé

14h | Oficina “Derbake e Ritmos Árabes” com Fabiano Derbak

16h30 | Oficina “Sopapo” com Edu do Nascimento

Sábado 24 de outubro | Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)

10h30 | Oficina “Ritmo & Handpan” com Pablo Vares

14h | Oficina “Castanholas no Choro e na MPB” com Ana Medeiros (La Negra)

16h30 | Oficina “Laboratório de Ritmos: Djembê e Dununs” com Loua Pacôm Oulaï

Sábado, 31 de outubro | Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)

10h30 | Oficina “Cerâmica Sonora” com Ojo Ateliê

18h | Show de Encerramento “Tambores do Mundo” com todos os oficineiros

Entrada franca

Editado por: Marcelo Ferreira

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