O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (6) o arquivamento do pedido de investigação contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), por suspeita de estupro de vulnerável.
A decisão ocorreu após a Polícia Federal pedir autorização ao STF para abrir um inquérito. O pedido teve origem em notícias-crime apresentadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), encaminhadas à PF em março.
Segundo o ministro, não há, no material reunido até o momento, elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação. Mendes afirmou que as capturas de tela, arquivos de áudio, dados sobre endereço eletrônico e linha telefônica e relatos obtidos em diligências preliminares não foram suficientemente corroborados por elementos independentes.
Na segunda-feira (5), a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado pelo indeferimento do pedido e pelo arquivamento do caso. Para a PGR, não foi possível confirmar a origem das comunicações reunidas nem identificar as pessoas envolvidas nos fatos narrados.
A denúncia surgiu durante a CPI Mista do INSS, quando Luiz Antônio Lopes procurou parlamentares com a alegação de que Gaspar, então relator da comissão, teria estuprado e engravidado uma adolescente. Lopes afirmou ter provas e contatos da suposta vítima.
A acusação foi posteriormente encaminhada à Polícia Federal pelos parlamentares governistas.

