O candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT, Leandro Grass, reuniu nesta quarta-feira (7) partidos, parlamentares e lideranças políticas no comitê de campanha, no Setor Comercial Sul, em Brasília, para discutir a estratégia para o segundo turno. Grass disputa a segunda etapa da eleição contra Celina Leão (PP), que terminou o primeiro turno na liderança.
Participaram presencialmente da reunião os deputados distritais Max Maciel (Psol) e Reginaldo Veras (PV), além de Múcio Botelho (PSB), eleito para assumir uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Também estiveram representados os deputados Ricardo Vale (PT), Gabriel Magno (PT), Chico Vigilante (PT) e Fábio Felix (Psol).
A reunião faz parte da estratégia de Grass para aumentar a composição política no segundo turno. O candidato afirmou que pretende incorporar ao grupo partidos e lideranças que estiveram com outras candidaturas na primeira etapa da eleição.
“A gente vai escutar os partidos, as propostas e os eleitores para alinhar nossa estratégia e ampliar a campanha. Queremos trazer novas forças, não só dos partidos que já nos apoiam, mas também de grupos que estiveram com outros candidatos no primeiro turno”, disse Grass.
Entre os partidos citados pelo candidato estão PSDB, Avante, Mobiliza, Agir e Solidariedade. Grass afirmou ainda que representantes do PSDB devem participar de uma reunião no comitê nesta quinta-feira (8). Segundo ele, já há diálogo com integrantes dessas legendas e com pessoas que estiveram em outras campanhas no primeiro turno.
Nas ruas e nas redes
Para Leandro Grass, a estratégia para a segunda etapa da eleição deve combinar presença nas ruas e atuação no ambiente digital. “A presença na rua, escutar as pessoas, conversar com as pessoas. […] Precisamos levar a nossa proposta para que elas façam uma escolha. Não uma escolha de permanecer do jeito que está, mas a escolha de mudar Brasília. É sobre mudar Brasília, é sobre colocar Brasília em um lugar melhor”, declarou.
Grass também defendeu a realização de debates com Celina Leão e criticou a possibilidade de a adversária não participar dos próximos encontros entre os candidatos.
“Ela não apresentou proposta e diz que vai fugir dos debates. Não é respeito com o povo. Ela tem que ir aos debates. Por que ela não vai? Está com medo? Ela tem receio de ser questionada sobre onde estão os recursos que foram tirados do Banco de Brasília? Foram para onde? Foram para a campanha dela? Ela tem que responder essas perguntas”, afirmou Grass.
O candidato também afirmou que a campanha vai reforçar a atuação nas redes sociais, sem deixar de lado o contato direto com os eleitores. “Não adianta você só ficar nas redes e não ir para a rua escutar a população. Não adianta só ficar na rua se, no ambiente digital, você está perdendo a guerra contra a mentira, contra a desinformação. A gente tem que atuar nas ruas e nas redes”, afirmou.
Apoio
Novo integrante da CLDF a partir da próxima legislatura, Múcio Botelho (PSB) recebeu quase 43 mil votos no primeiro turno e declarou apoio a Leandro Grass. Ele afirmou que sua decisão está relacionada principalmente à relação pessoal que construiu com o candidato.
“Eu acredito no Leandro como pessoa. Leandro foi a primeira pessoa dentro da política que olhou para mim e falou assim: ‘Cara, esse menino precisa ter espaço, ele tem potencial de fazer bem para essa cidade’. […] Eu vi um cara que era uma pessoa íntegra, boa, com uma visão para a cidade chegar lá e conseguir fazer um trabalho excelente”, afirmou Botelho.
Múcio também pediu que os eleitores façam uma escolha consciente no segundo turno, sem seguir automaticamente a orientação de lideranças. “Você não pode deixar que figuras que se dizem líderes sejam o líder do seu bairro, da sua igreja ou da sua empresa; você não pode ouvir essa galera de maneira acrítica. Ouçam o que os dois estão falando, pesquisem um pouquinho, você não precisa pesquisar muito, e tomem uma decisão informada”, disse.

Reeleito para a CLDF com mais de 92 mil votos, Max Maciel (Psol) também declarou apoio a Grass. O deputado avaliou que a campanha precisa adaptar a comunicação para diferentes públicos, combinando uma linguagem mais direta nas redes sociais com o contato presencial.
“Essa linguagem precisa conversar. Você precisa falar com a pessoa na internet de forma muito mais transparente, clara, sem muita parafernália. E, obviamente, na rua é no olho no olho, no tête-à-tête, ouvindo a pessoa e conseguindo tentar entender”, afirmou.
Max também avaliou o avanço de candidaturas de extrema direita e defendeu que o campo progressista dispute esse espaço por meio de propostas concretas. “Eu não conheço as figuras que entraram, do ponto de vista do trabalho delas. Eu sei que eles têm uma incidência na internet, falam coisas que às vezes a pessoa gosta de ouvir, mas isso não se concretiza quando o assunto é política pública. […] Esse é um campo de disputa. Por que eles estão dialogando mais com essas pessoas? Aí é um exercício que o nosso campo precisa fazer, precisa enfrentar”, disse.
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