Moradores das favelas Maré e da Rocinha, duas das mais populosas do Rio de Janeiro, relataram que tiveram seus locais de votação alterados e só perceberam a mudança ao chegar para votar. A situação gerou transtornos e preocupação entre eleitores que precisaram descobrir, de última hora, para onde deveriam se deslocar. Os relatos foram publicados nas redes sociais e apontam dificuldades para quem já enfrentava barreiras de acesso ao local de votação.
A comunicadora popular Gizele Martins explicou em postagem nas redes sociais que os moradores precisaram enfrentar duas filas se quisessem votar. A primeira na antiga seção eleitoral, para descobrirem, somente ao entregar o documento com foto, que seu local de votação havia sido alterado para um bairro vizinho.
“Foi estressante. Aí você acha que a pessoa vai para Bom Sucesso, Ramos ou Olaria votar? Algumas foram e aí passaram mais horas na fila e muita gente ficou do lado de fora”, relatou Martins.
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Na Maré, localizada às margens da avenida Brasil, na zona norte da capital, a abstenção chegou a 28%, enquanto a média da capital esteve em 26%, também acima da nacional, de 21%. Na Rocinha o índice alcançou 27%.
Em todo o estado do Rio de Janeiro, o Tribunal Regional do Estado (TRE-RJ), alterou 277 locais em relação a 2024, afetando cerca de 670 mil eleitores. Entre os motivos informados pelo tribunal estão questões de segurança, acessibilidade e problemas estruturais nos locais. Somente em agosto deste ano, o Tribunal anunciou a mudança de 66 locais de votação, sem enviar comunicados individuais e recomendando que a população consultasse seu local de votação.

