Eleições 2026

No DF, Psol convoca militância para ampliar campanha nas ruas e nas redes sociais

Encontro reuniu lideranças do partido na primeira semana de disputa do segundo turno

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Militantes e lideranças do PSOL se reúnem no Conic, em Brasília, para organizar a campanha do segundo turno
Militantes e lideranças do PSOL se reúnem no Conic, em Brasília, para organizar a campanha do segundo turno | Crédito: @zeluoficial/midia ninja

O Psol realizou, na noite desta terça-feira (6), uma plenária de mobilização no Conic, em Brasília, para organizar a atuação do partido no segundo turno das eleições. Diferentemente de um ato tradicional de campanha, o encontro foi voltado à organização da militância e à definição de estratégias para ampliar a presença da campanha nas diferentes regiões do Distrito Federal.

Participaram da plenária o candidato ao governo do DF, Leandro Grass (PT), a deputada federal Érika Kokay (PT), os deputados distritais Fábio Felix (Psol) e Max Maciel (Psol) e a deputada distrital eleita Keka Bagno (Psol), além de militantes e apoiadores.

A orientação apresentada durante o encontro foi ampliar a atuação para além de agendas oficiais, levando a campanha para as ruas, redes sociais e espaços de convivência nos territórios. A proposta também é estimular que os próprios apoiadores produzam conteúdos e organizem atividades de campanha.

Mobilização até o segundo turno

Fábio Felix defendeu que a militância mantenha mobilização durante todo o período que antecede a votação. Para ele, o resultado do primeiro turno não deve ser tratado como definição antecipada da disputa, e a campanha precisa ocupar diferentes espaços para ampliar o diálogo com os eleitores.

“Quem está aqui hoje não pode parar. Até o dia do domingo do segundo turno, a gente tem que se organizar. A gente tem que estar no WhatsApp, no Instagram, na rua. A gente tem que estar se incorporando às agendas, porque é possível virar voto. A eleição não está ganha para lado nenhum”, declarou o parlamentar.

Felix também espantou o desânimo de parte da militância após o primeiro turno. Segundo ele, a atuação política precisa continuar para além do resultado nas urnas.

”Tem muita gente que está, seja pela apatia, seja pela tristeza, ou dominada por essa hiperdisseminação de informação pelas redes sociais que nós temos hoje. Mas nós, independentemente do cenário político do país – e inclusive, do que estamos vivendo no DF – temos resistência e organização. Se eles acham que vão nos atropelar, independentemente do resultado das urnas, não vão. Vai ter resistência, vai ter organização”, afirma.

Grass reforça discurso de oposição ao governo Ibaneis/Celina

Durante o evento, Leandro Grass também direcionou parte de sua fala ao cenário político do Distrito Federal e às acusações que têm marcado o debate eleitoral. O candidato buscou se diferenciar de integrantes do atual governo e afirmou não responder a processos ou ter envolvimento nos episódios que mencionou.

“Eu não sou réu em processo nenhum. Eu não tenho nenhum crime nas minhas costas. Eu não participei da compra do Máster e eu não fui afastado do meu mandato na Câmara por denúncia de desvio de dinheiro na saúde”, declarou.

‘Essa campanha precisa perder controle’

A descentralização da campanha foi um dos principais pontos da fala de Max Maciel. O deputado defende que militantes e apoiadores não esperem exclusivamente por materiais produzidos pela estrutura oficial e passem a produzir conteúdos e organizar conversas nos espaços em que já estão inseridos.

Max citou igrejas e comunidades culturais como exemplo de locais onde apoiadores podem ampliar o diálogo com eleitores. A estratégia, segundo ele, é fazer com que a campanha seja reproduzida pelos próprios grupos sociais e chegue aos territórios por diferentes caminhos.

Centenas de pessoas participaram da plenária do PSOL no Conic, na noite de terça-feira (6), durante a organização da campanha para o segundo turno
Centenas de pessoas participaram da plenária do PSOL no Conic, na noite de terça-feira (6), durante a organização da campanha para o segundo turno | Crédito: @zeluoficial/midia ninja

“Nós vamos resgatar nas ruas, nas redes, nas ações, nos diálogos. Se você é da igreja, chama o povo da sua igreja para conversar. Se você é de uma comunidade cultural, chame a comunidade cultural para conversar. Não espere um vídeo chegar pronto para vocês. Produzam vocês mesmos um vídeo. Essa campanha precisa perder o controle”, defendeu.

A fala veio acompanhada de uma crítica à dependência dos materiais oficiais para mobilização. Max afirmou que a demora na chegada de conteúdos não pode impedir que os apoiadores atuem.

Para o deputado, o contato presencial também será muito importante na estratégia do segundo turno. Ele defendeu uma atuação baseada em conversas diretas e na presença de militantes nas diferentes regiões do DF.

“Na hora que eles virem a gente em volume nas ruas, como formiguinha, dialogando tête-à-tête, eles não aguentam”, argumentou Max.

Organização para além das eleições

Keka Bagno também defendeu a continuidade da organização nos territórios. Em sua fala, a deputada relacionou a mobilização do segundo turno à construção de uma organização popular que não se limite ao período eleitoral.

“Nós conseguimos chegar aqui, nós conseguimos derrotar o Bolsonaro uma vez, nós vamos derrotar de novo. O recado que tem que ficar para nós é que não pode ser só nas ruas. A organização popular, a organização dos territórios e nas ruas é a tarefa da esquerda revolucionária.”

A plenária encerrou com a orientação para que militantes e apoiadores mantenham atividades presenciais e digitais nas próximas semanas, ampliando o diálogo com eleitores até o segundo turno no dia 25 de outubro.


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Editado por: Flavia Quirino

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