Os profissionais da rede estadual de educação do Rio de Janeiro realizam uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (7) para cobrar uma audiência sobre as reivindicações da categoria. A lista inclui demandas colocadas pelo sindicato desde o governo Cláudio Castro (PL), mas que não foram cumpridas por “falta de vontade política”.
Com o governo interino comandado pelo desembargador Ricardo Couto, há uma expectativa para a resolução de questões da pauta econômica e pedagógica dos profissionais. Um dos pontos é o pagamento do piso nacional.
“Estamos com uma negociação e uma abertura de diálogo com o governador interino Ricardo Couto, fruto de toda a nossa mobilização e da vontade política deste governador. Temos pautas represadas há muito tempo, desde o período do ex-governador Cláudio Castro, que não nos recebia, não tinha vontade política. Hoje a gente vê, por meio da imprensa, para onde estava indo toda a verba da educação”, afirma Dorothea Santana, diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ).
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Na semana passada, o Ministério Público realizou uma operação que revelou desvio de recursos da educação no governo anterior. Entre os alvos, está a ex-secretária de Educação do governo Castro, Roberta Barreto de Oliveira. A investigação aponta direcionamento de contratações milionárias, superfaturamento e desvio de recursos de obras em escolas públicas.
Valorização dos profissionais
Ao Brasil de Fato, a professora da rede estadual explica que a negociação do Sepe-RJ com o governo interino também coloca em pauta questões que não dependem de liberação orçamentária, como o abono de faltas e paralisações.
“São pontos que não dependem de orçamentos, sim da boa vontade e agilidade por parte da Secretaria de Educação com olhar de valorização para seus profissionais. São questões cobradas há muito tempo mas não eram recebidas”, completou.
A categoria está em estado de greve e busca resolver, entre outros pontos, a migração dos Docentes II para I, a recomposição salarial, o pagamento do piso nacional e a situação dos Animadores Culturais. “No governo Ricardo Couto, estamos tendo finalmente um processo de agilidade dos animadores culturais que precisam se aposentar, porém a vida funcional deles não está resolvida, como a atualização do INSS. São questões fáceis de serem resolvidas, mas que antes não havia essa vontade política”, pontua Dorothea.
Após uma assembleia geral nesta manhã no Clube de Engenharia, a categoria seguirá mobilizada para um ato no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, previsto para as 14h.

