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PT precisa ir para a internet com a verdade e não mentir como faz a extrema direita, analisa cientista político

Especialista avalia mudança na campanha presidencial e reforça que verdade e diálogo cotidiano são armas fundamentais

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Lula participou de passeata no Rio de Janeiro na véspera do 1º turno
Lula participou de passeata no Rio de Janeiro na véspera do 1º turno | Crédito: Enzo Feital

A campanha curta para o segundo turno, que vai acontecer no dia 25 de outubro, obrigou um redirecionamento da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como a adoção de uma comunicação mais agressiva nas redes sociais, estratégia bem sucedida que a extrema direita usa há muito tempo.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o cientista político Francisco Fonseca, professor de Ciência Política na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), defende que essa estratégia seja combinada a uma maior presença nas ruas.

“É preciso ter um contato direto com a eleitora, com o eleitor, com o cidadão. Não me parece que deva haver uma oposição. De toda forma, no campo da esquerda, como um todo, é um tema que não está muito resolvido. Já que na extrema direita, nomes como Nikolas, Pavanato, entre outros usam da pior maneira as redes, com a disseminação de mentiras e a criação de mundos paralelos, e a esquerda não pode entrar nessa”, avalia.

Fonseca afirma que a esquerda deve ter o compromisso de sempre “com a verdade e não com a mentira”. Ele reforça a necessidade de não abandonar as ruas e a conexão com os movimentos populares, mas reconhece o déficit comunicacional, sobretudo no que diz respeito à linguagem da juventude. “A deputada eleita Ana Elisa, o Janones já apontaram isso, que precisa ter uma presença mais incisiva nas redes sociais, mas não como a direita faz, porque a direita mente descaradamente”, pontua.

Sobre a disputa necessária das abstenções, que neste ano chegaram a 33 milhões, o cientista político observa que, nesse ponto, é importante investir em mostrar que tipo de país essas pessoas anseiam. “É preciso fazer um apelo para a democracia, para os marcadores civilizatórios, que partem da ideia de que a gente tem que ter uma sociedade na base da paz e da harmonia, e não da guerra, das armas, que é uma bandeira histórica do bolsonarismo. Então o apoio popular é importante, mas é importante todo o apoio de pessoas que não querem ver o país dominado por milícia, por um grupo político que não tem visão de país”, reforça.

Ele encoraja cada eleitor que tem esse compromisso democrático a conversar, em seu dia a dia, com as pessoas do seu círculo e explicar o que está em jogo com exemplos práticos. “Flávio fala em cortes, mas não diz onde. Esse cortes serão em programas sociais. Há trabalhadores iludidos porque há um enxame de notícias e aí acham que vai cortar impostos. E não é: vai cortar Bolsa Família, SUS. É uma grande ilusão”, ressalta.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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