Audiovisual

Série animada cria super-herói capoeirista que combate bets e corrupção em Brasília

Enredo é ambientado na capital e se inspira em clássicos dos quadrinhos como Batman e Homem-Aranha

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Série protagonista Mestre K debate ética no poder público
Série protagonista Mestre K debate ética no poder público | Crédito: Studio 10/Youtube

Após a aprovação do decreto do governo Lula (PT) que proíbe plataformas virtuais de apostas, a produtora brasiliense Studio 10 encontrou uma forma de alertar para o impacto negativo da prática por meio de uma animação em 2D. A série é protagonizada por um jovem negro trabalhador chamado Kaleb Lopes, que se apresenta sob a identidade secreta de Mestre K. O episódio piloto é intitulado “Jogo Sujo” e está disponível no YouTube.

Na trama, o super-herói utiliza técnicas de capoeira quilombolas para enfrentar esquemas de corrupção cometidos por empresários e políticos. Como suporte operacional e tecnológico para as missões, Kaleb conta com Erik Bitencourt, seu amigo de infância, que atua na área de tecnologia na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

“Mestre K nasce para ressignificar o gênero de super-heróis a partir de uma ótica profundamente conectada à realidade brasileira. O decreto federal que proibiu as bets expôs feridas sociais urgentes, e a animação chega para debater a ética no poder público, a precarização do trabalho e o impacto dessas plataformas no dia a dia da população, unindo entretenimento pop com reflexão crítica”, afirma o criador da série, Renan Modesto.

A produção segue uma narrativa com atmosfera sombria e investigativa, inspirada em clássicos do gênero como Batman e Homem-Aranha. O cenário se passa na capital federal e resgata elementos da arquitetura local ao retratar pilotis, vãos livres, monumentos famosos, superquadras e outros elementos arquitetônicos típicos de Brasília.

Super-herói brasiliense Mestre K ao lado do Congresso Nacional
Super-herói brasiliense Mestre K ao lado do Congresso Nacional | Crédito: Studio 10/YouTube

No piloto, o enredo acompanha uma crise política provocada pela dependência em apostas digitais. Para contornar as proibições e influenciar decisões legislativas, chega a Brasília o vilão Sr. Oncinha, magnata do aplicativo de apostas “Jogos da Oncinha”, disposto a comprar o apoio do Senado Federal.

Ao lado do empresário, aparece Priscila Fonseca, uma influenciadora digital que usa sua visibilidade nas redes para divulgar apostas e vender cosméticos. Sob a máscara da vilã Pinky, ela utiliza cosméticos tóxicos como arma de ataque e manipula a opinião pública, transformando-se no principal desafio do jovem herói.

A narrativa explora ainda as disputas de poder no parlamento por meio do fisiológico Senador Waldir Cunha e do combativo Deputado Clauber Júnior.


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Editado por: Clivia Mesquita

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