ELEIÇÕES 2026

‘Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo’, diz Lula em ato com Leandro Grass no DF

Caminhada em Ceilândia nesta sexta (9) reuniu apoiadores, parlamentares e representantes de movimentos sociais

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Lula, Leandro Grass e Dora Gomes durante mobilização política em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal
Lula, Leandro Grass e Dora Gomes durante mobilização política em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal | Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta sexta-feira (9), de uma caminhada de campanha ao lado do candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass, em Ceilândia. O ato reuniu uma multidão de apoiadores, além de parlamentares, militantes e representantes de movimentos sociais, que percorreram o trajeto entre a Feira Central de Ceilândia e a estação central da região administrativa, em mobilização para o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25.

Durante a caminhada, Lula fez críticas aos adversários políticos e relacionou a disputa no Distrito Federal à crise do Banco de Brasília (BRB). “Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na covid-19. Esse país não será governado pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro [Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso]. Esse país não será governado por aqueles que roubaram R$ 12 bilhões do BRB”, afirmou o presidente.

Lula também defendeu a redução da jornada de trabalho e pediu apoio à candidatura de Leandro Grass. “Essa é a passeata que quer reduzir a jornada de trabalho para as pessoas trabalharem cinco dias e descansarem dois. Por isso temos que votar no companheiro Leandro para governador do DF”, declarou o presidente.

Direitos sociais e democracia

Leandro Grass defendeu uma campanha voltada às condições de vida da população e ao diálogo com eleitores de diferentes posições políticas.

“Não é mais sobre a esquerda ou direita, não é mais sobre o PT [Partido dos Trabalhadores] ou o PL [Partido Liberal], é sobre o futuro, é sobre a nossa cidade, é sobre termos comida na mesa ou não, termos trabalho, termos vacina, termos saúde, educação. Está em jogo o futuro das nossas famílias, é a liberdade o que está em jogo nesse momento”, afirmou.

“O Brasil está em jogo nesse momento. Quem estiver do lado do Brasil, quem estiver do lado do Distrito Federal, estará do nosso lado, porque nós estamos do lado dele”, completou o candidato.

Grass também defendeu o diálogo com eleitores que pensam de forma diferente. “Trabalhar, acolher as pessoas, conversar com as diferenças, mostrar que nós não estamos apenas do lado de quem pensa igual a nós, estamos do lado de todo o povo brasileiro, estamos do lado de toda a população que quer geração de emprego e renda para o Brasil”, disse.

Durante a caminhada, o candidato convocou apoiadores em defesa da democracia e dos direitos sociais. “Hoje é o dia de dizer sim. Sim ao Brasil. Sim às crianças. Sim às mulheres. Sim aos jovens. Sim à democracia e à cidadania. Viva o Brasil. Viva Lula”, afirmou.

Leandro Grass, candidato ao governo do DF participou de atividade de campanha ao lado do presidente
Leandro Grass, candidato ao governo do DF participou de atividade de campanha ao lado do presidente Lula | Crédito: Junior Rosa

Apoio de parlamentares

A deputada federal Erika Kokay (PT) também participou da mobilização e demonstrou confiança na campanha. “É a segurança e a certeza de que o Lula vai ganhar essa eleição. Leandro Grass será o nosso próximo governador. Aqui em Ceilândia, vamos fazer uma verdadeira festa da democracia e da soberania”, disse.

O deputado distrital Max Maciel (Psol) destacou a presença de Lula em Ceilândia pela segunda vez na campanha e a importância da região. Segundo ele, o objetivo é aumentar o apoio a Grass e mobilizar eleitores para o segundo turno.

“Durante a campanha e também como presidente, ele sempre vem aqui para visitar a cidade e fazer entregas. Dessa vez, é para mostrar a importância da maior cidade do Distrito Federal e a necessidade de virar esse jogo com Leandro Grass no governo e Lula na Presidência. O que está em jogo é muito mais do que um nome: é um projeto de nação, um projeto de país”, afirmou.

Max também criticou o machismo e a violência contra as mulheres presentes na extrema direita. “Essa turma não respeita as mulheres nem as próprias companheiras. Não é à toa que o Brasil amarga altos índices de violência contra a mulher. Esses machistas escrotos querem usar as armas para se empoderar, mas nós não vamos deixar. As mulheres deste país é que mandam, são elas que têm voz e força para transformar esta cidade”, declarou.

O deputado também mencionou os direitos da população LGBT+ e questionou o apoio a candidatos que, segundo ele, ameaçam essa população. “Se vocês amam esse sobrinho, esse filho, esse neto, por que votar em alguém que quer o fim dessa população? Nós devemos dizer não!”, afirmou.

Já o deputado distrital Chico Vigilante (PT) afirmou que a campanha precisa buscar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. “Além dessa caminhada, temos um grande desafio pela frente: ir de casa em casa e buscar os votos de quem não compareceu às urnas no primeiro turno. Precisamos mostrar que a democracia no Brasil está ameaçada e que não podemos permitir que o fascismo volte a governar este país”, declarou.

Vigilante também criticou a gestão de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia e o aumento do custo de vida. “Aqueles que fizeram com que 700 mil pessoas morressem na pandemia não podem governar este país. Aqueles que fizeram um litro de óleo de soja chegar a R$ 12 durante o governo do pai dele [Jair Bolsonaro] não podem voltar à Presidência da República”, afirmou.

Além deles, participaram da caminhada os deputados distritais Keka Bagno (Psol), Gabriel Magno (PT), Fábio Felix (Psol) e Ricardo Vale (PT), a senadora Leila do Vôlei (PDT) e Dora Gomes (PV), vice na chapa de Leandro Grass.

Moradores acompanharam o percurso pelas ruas de Ceilândia nesta sexta-feira (9)
Moradores acompanharam o percurso pelas ruas de Ceilândia nesta sexta-feira (9) | Crédito: Ricardo Stuckert

Educação, direitos sociais e participação popular

A caminhada também contou com a participação de apoiadores que destacaram políticas públicas nas áreas de educação, trabalho e assistência social.

Adina Santos, conhecida como Mãe Baiana, ressaltou o apoio do povo de terreiro às candidaturas petistas. “O povo de terreiro está com Lula e com Leandro. Estamos aqui nas ruas para afirmar isso: é 13, é L duas vezes”, afirmou.

Professora e estudante da Universidade de Brasília (UnB), Gabriela Silva defendeu a continuidade de políticas públicas federais e o fim da escala 6×1. “Estou aqui para defender as políticas públicas iniciadas no governo Lula, a universidade federal, que forma novos cientistas para o Brasil, a aposentadoria dos idosos e o fim da escala 6×1. Por isso, voto em Lula 13”, declarou.

Carla Pereira, professora da rede pública do Distrito Federal, destacou o programa Pé-de-Meia e a importância da educação e do Sistema Único de Saúde (SUS). “Precisamos garantir o Pé-de-Meia para todos os nossos alunos. É um projeto revolucionário, que contribui para manter os estudantes na escola. Defendemos a educação, a saúde e o SUS. É Lula 13, é Leandro Grass 13!”, disse.

A educadora popular Bruna Ferreira convocou a sociedade a participar da disputa eleitoral. “Estamos convocando os trabalhadores a votar 13 no dia 25. É esse projeto de país que nos representa e nos permite avançar, em vez de retroceder. É Leandro Grass, é Lula 13!”, afirmou.

O segundo turno das eleições será realizado no dia 25 de outubro, e eleitores que não compareceram ao primeiro turno poderão votar normalmente nesta etapa. Na disputa pelo governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT) concorre com Celina Leão (PP). Já na eleição presidencial, Lula (PT) disputa a Presidência com Flávio Bolsonaro (PL).


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Editado por: Clivia Mesquita

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