Eleições 2026

Não pregue para convertidos: veja os três conselhos de Boulos para a reta final da eleição

Na abertura de caravana em SP, coordenador de atos aponta a busca por abstenções e diálogo humilde como chaves

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos | Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

Secretário-Geral da Presidência da República e liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos lançou uma “Agenda da Virada”, com atos por São Paulo (SP) para mobilizar a base em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um primeiro evento na quinta-feira (8), ele discursou algumas orientações que devem pautar todas as manifestações.

“Essas manifestações são muito importantes para a gente se encontrar, recobrar nossa força”, disse Boulos. Ele recordou que o resultado da primeira pesquisa Datafolha, divulgada também na quinta-feira, assemelha-se à primeira pesquisa de 2014, quando Aécio apareceu numericamente à frente de Dilma, porém empatado dentro da margem de erro.

“Esse segundo turno não é o momento de falar só para nós mesmos. Falar para quem já vota no Lula só vale a pena se for para orientar como virar outros votos de quem ainda não vota. E é isso que nós estamos fazendo aqui hoje”, disse.

Os três pontos para a virada

O ministro enumerou três táticas para reverter o resultado do primeiro turno. O primeiro foi não falar “para convertidos”. “Não adianta falar para quem já é nosso e também não adianta falar para quem é bolsonarista convicto. Se você encontrar alguém que bebe detergente, não tente convencer.”

O ministro recordou a ausência de 33 milhões de eleitores no primeiro turno e os nove milhões de votantes de outros candidatos. “Se a gente pega uma parcela de quem não votou e convence a votar, de quem votou em outros candidatos e convence a vir para cá, a gente ganha essa eleição. Mas não vamos gastar tempo e não vamos gastar energia com caso perdido.”

O segundo ponto defendido pelo ministro foi humildade ao conversar. “Nós não vamos, em 15 dias, convencer quem não é de esquerda a virar revolucionário socialista. Nós não vamos, em 15 dias, convencer quem não gosta do Lula a passar a amar o Lula. Nós temos que dizer às pessoas que a gente entendeu o recado da urna, que o povo quer manter as conquistas do nosso governo e também quer mudanças. E essas mudanças, quem tem condição de fazer somos nós.”

O último ponto foi citado por Boulos como “o mais importante”. Trata-se de manter em mente que não se trata de uma eleição “normal”, mas de uma disputa com muitos fatores em jogo. O ministro prosseguiu então a enumerar ameaças do Bolsonarismo.

“Mostrem o que vai acontecer se Flávio Bolsonaro ganhar essa eleição. Se esse cidadão ganhar essa eleição, a aposentadoria, o BPC, o salário mínimo vão ser congelados, igual fizeram na Argentina e hoje tem aposentado até pedindo esmola no farol para comprar remédio. Que, se esse cidadão ganhar a eleição, não vai acabar 6×1, e vai ser a PEC da hora trabalhada com 12 horas, 14 horas, 16 horas de jornada por dia.”

O ministro finalizou classificando derrotismo neste momento como “covardia”. “E aqui no nosso lado não tem covardes.”

Editado por: Rafaella Coury

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