CAMPO E CIDADE

Cestas da Economia Solidária vão conectar produtores e consumidores

Iniciativa da Rede Mandala aposta no consumo consciente; veja como fazer sua encomenda, até terça-feira (13)

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Consumidor pode montar sua própria cesta de acordo com suas necessidades e preferências
Consumidor pode montar sua própria cesta de acordo com suas necessidades e preferências | Crédito: Lia Bianchini/BdF PR

As cestas da Economia Solidária, da Rede Mandala, começaram a circular em Curitiba (PR) e região. A iniciativa busca aproximar produtores e consumidores por meio de uma forma de comercialização baseada na cooperação, na valorização da agricultura familiar e no fortalecimento de empreendimentos. 

As cestas reúnem alimentos agroecológicos, produtos de panificação, conservas, sucos, artesanato e outros itens produzidos por organizações e coletivos vinculados à Rede Mandala, vindos do campo e da cidade. Os pedidos estão abertos e podem ser feitos até terça-feira (13), através do catálogo acessado pelo WhatsApp. A ideia é que cada consumidor monte sua própria cesta de acordo com suas necessidades e preferências.

Mais do que uma forma de adquirir alimentos e produtos artesanais, a proposta busca fortalecer circuitos econômicos que conectam diretamente quem produz e quem consome. A ação é uma costura de agricultoras, agricultores, artesãs e empreendimentos urbanos em uma mesma rede de comercialização. Segundo os organizadores, a composição das cestas permite que diferentes famílias e coletivos compartilhem um mesmo canal de venda, ampliando oportunidades de geração de renda e cooperação.

Iniciativa une produtores do campo e da cidade | Crédito: Lia Bianchini/BdF PR

A diversidade aparece como uma das principais características das cestas. Entre os itens disponíveis estão verduras, frutas, feijões, farinhas, pães, bolos, conservas, sucos, ovos caipiras, artesanatos e produtos têxteis. 

Os pedidos acima de R$ 100 ganham um brinde. As cestas poderão ser retiradas em três pontos de Curitiba:

  • No dia 16/10: no Cefuria (rua Desembargador Motta, 2791, Bigorrilho), das 15h às 19h; e no espaço Dipsi (R. Eng. José de Freitas Saldanha, 326, Guabirotuba), até às 15h;
  • No dia 17/10: na Feira Permanente de Economia Solidária (ao lado do terminal do Portão), das 9h às 12h 

Economia solidária é sinônimo de diversidade

De acordo com Cassiano Tenfen, integrante da Associação Utopia e da Rede Mandala, a proposta surgiu da necessidade de construir um processo coletivo de comercialização entre os diversos empreendimentos que integram a rede. Ele explica que a iniciativa reúne produtores de hortifrutigranjeiros agroecológicos, grupos de artesanato, padarias comunitárias e outros coletivos que já atuam na economia solidária, permitindo que diferentes produtos sejam ofertados em um único catálogo.

Quem já participou da iniciativa destaca justamente essa possibilidade de escolha e a variedade de produtos oferecidos. A psicóloga e consumidora Tainara Grameiro avalia que a proposta amplia os mecanismos de consumo para além dos circuitos convencionais de compra e venda. Para ela, um dos diferenciais da iniciativa é justamente a possibilidade de reunir, em uma mesma encomenda, produtos de diferentes frentes da Economia Solidária.

 “Eu penso que a iniciativa é muito potente, tanto pelo potencial da própria rede quanto pela possibilidade de fortalecer os empreendimentos econômicos solidários e criar mecanismos de consumo que não dependam somente dos circuitos convencionais de compra e venda”, afirma Tainara.

Economia Solidária aponta para uma alternativa baseada na cooperação | Crédito: Lia Bianchini/BdF PR

Consumir é um ato político

Para Claudia Patrício, uma das articuladoras da iniciativa, as cestas representam uma estratégia para reduzir a distância entre produtores e consumidores. Ela destaca que pequenos agricultores e artesãos enfrentam dificuldades para acessar espaços de comercialização e acabam vendendo sua produção por valores inferiores aos praticados no mercado convencional. Nesse contexto, as cestas funcionam como um mecanismo capaz de fortalecer esses trabalhadores e ampliar sua visibilidade.

Ela conta que “as escolhas realizadas pelos consumidores têm impactos econômicos, sociais e ambientais. Ao optar por produtos agroecológicos, artesanais e provenientes da Economia Solidária, os consumidores contribuem para fortalecer formas de produção que valorizam o trabalho humano, a agricultura familiar, a organização comunitária e o cuidado com o meio ambiente.”

Ao reunir produtos do campo e da cidade em uma mesma rede de comercialização, as Cestas da Economia Solidária buscam consolidar uma alternativa baseada na cooperação, na geração de renda e na valorização dos saberes de quem produz. Com entregas semanais e um catálogo acessível por WhatsApp, a iniciativa pretende ampliar o alcance desses produtos e fortalecer os vínculos entre consumidores e empreendimentos solidários, reafirmando a proposta de que o consumo também pode ser uma ferramenta de transformação social.

Editado por: Murilo Bernardon

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