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Flávio quer derrubar canal pró-Lula de Janones com 3,3 milhões de seguidores; TSE pede esclarecimentos

Petição do PL não apresenta provas e não indica outros processos, citados no pedido, que abordam o mesmo assunto

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Deputado federal reeleito André Janones diz que tentativa de suspender canal é censura
Deputado federal reeleito André Janones diz que tentativa de suspender canal é censura | Crédito: Reprodução/WhatsApp

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesse sábado (10), que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresente, em até 3 dias (72 horas), informações complementares sobre o pedido de suspensão do canal Exército do Lula, no WhatsApp, que conta com mais de 3,3 milhões de seguidores. A ação foi proferida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

A ação é direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ao deputado federal André Janones (Rede), que administra o canal. Na decisão, o ministro apontou a necessidade de esclarecer a possível sobreposição com pedidos feitos em outros processos e indicar as irregularidades atribuídas a cada conteúdo.

Segundo Flávio, a estrutura usa o canal para distribuir “missões” de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa. O candidato do PL pede a cassação do registro ou diploma de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas condutas abusivas.

Canal Exército do Lula, no WhatsApp, reúne 3,3 milhões de seguidores em 11 de outubro
Canal Exército do Lula, no WhatsApp, reúne 3,3 milhões de seguidores em 11 de outubro | Crédito: Reprodução/WhatsApp

Tentativa de censura

André Janones classificou a tentativa de suspender o canal como “censura”. “Detalhe: ele pediu para que seja feito em duas horas, para que, em duas horas, a gente já não tenha mais o canal. É uma tentativa clara de censura. Por quê? Porque as redes sociais são onde eles sempre dominaram. Mas, com esse canal, a gente passou deles e aí eles estão tentando vencer no tapetão”, denunciou.

“Senta o dedo, explode esse vídeo, me ajuda a denunciar para a gente impedir esse absurdo. Censura, não. Foi suado, foi sofrido colocar 3 milhões e 200 mil pessoas no ‘Exército’. A gente não vai conseguir começar do zero e fazer isso tudo de novo. Explode esse vídeo, denuncia essa injustiça”, acrescentou o deputado federal reeleito.

Análise depende de informações

Além de informar se medidas semelhantes já foram solicitadas em outras ações e indicar eventuais decisões, Flávio também terá de especificar a irregularidade atribuída a cada publicação, identificar os anúncios que permaneceriam ativos e detalhar os dados que deseja preservar.

De acordo com o TSE, a análise ocorrerá após os esclarecimentos, e os pedidos poderão não ser conhecidos nos pontos que permanecerem sem informação suficiente.

Pendências

O ministro aponta que a petição inicial faz referência a vídeos, mensagens e outros arquivos digitais originais que não foram incluídos no processo eletrônico. Cueva deu cinco dias para que Flávio apresente esse material, devidamente identificado e organizado, para permitir a conferência das provas e assegurar o direito de defesa dos investigados.

O pen drive que já foi entregue à Secretaria Judiciária permanecerá sob guarda, mas não substitui a apresentação dos arquivos nos autos.

O corregedor também admitiu o processamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e determinou a notificação dos investigados para apresentarem defesa em cinco dias.

O ministro ressaltou que receber a ação não significa reconhecer a veracidade das alegações ou a ocorrência dos abusos, que dependerão da análise das provas. O pedido de sigilo feito por Flávio Bolsonaro foi negado.

Editado por: Monyse Ravena

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