Eleições 2026

PT registra canal ‘Exército do Lula’ no TSE após exigência de Nunes Marques

Segundo a defesa, campanha não administra plataforma, mas optou pela formalização após determinação do presidente do TSE

Canal Exército do Lula, no WhatsApp, reúne mais de 3 milhões de pessoas
Canal Exército do Lula, no WhatsApp, reúne mais de 3 milhões de pessoas (Imagem: reprodução) | Crédito: Reprodução/WhatsApp

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do canal de WhatsApp “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A anotação foi realizada perante o Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da corte após uma sucessão de decisões judiciais divergentes ao longo do fim de semana.

O cadastro atende a uma determinação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que havia condicionado a retomada das atividades do canal à sua regularização como instrumento formal de propaganda eleitoral.

Após a efetivação do registro pelos advogados da coligação petista, o magistrado considerou a perda do objeto da medida de bloqueio e autorizou a liberação do canal.

Em manifestação protocolada no tribunal, a defesa de Lula declarou que a formalização ocorreu exclusivamente para dar cumprimento à decisão de Nunes Marques, pontuando que a iniciativa não significa assumir a gestão direta do espaço.

Segundo os advogados, a ferramenta foi criada e segue administrada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não estando sob supervisão direta da coordenação de campanha. A relação enviada à Justiça Eleitoral também incluiu o “Canal do Lula”, aberto em 2023, e a página digital “O pior dos Bolsonaros”.

O canal no aplicativo de mensagens reúne mais de 4 milhões de participantes e é utilizado para a distribuição de vídeos, áudios e orientações de mobilização digital. A representação que pedia a derrubada da plataforma havia sido apresentada pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), sob a alegação de propagação de desinformação. Contudo, relatório elaborado pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE apontou que não localizou os conteúdos denunciados entre as publicações examinadas.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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