O Ministério das Relações Exteriores palestino condenou a decisão do governo colombiano de inaugurar nesta quarta-feira (14) sua embaixada em Jerusalém e a classificou como uma medida contrária ao direito internacional.
No comunicado, o ministério afirma que a transferência da representação diplomática constitui uma “violação flagrante do direito internacional e das resoluções das Nações Unidas”, além de representar uma afronta ao povo palestino e a seus direitos nacionais.
A chancelaria jordaniana também criticou a medida, classificando-a como uma “violação do direito internacional e das resoluções internacionais pertinentes”.
Participaram da cerimônia o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, seu homólogo colombiano, Omar Bula, a embaixadora da Colômbia em Israel, Tania Gilinski, e o prefeito de Jerusalém, Moshe Lion.
Além da Colômbia, atualmente os Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Kosovo, Papua-Nova Guiné, Paraguai, Fiji, Nauru e Somalilândia mantêm representações diplomáticas na cidade. Na semana passada, Saar disse que a República Democrática do Congo pretende transferir a embaixada “em breve”.
O ex-presidente Gustavo Petro havia interrompido as relações diplomáticas com Tel Aviv em 2024, em protesto contra a ofensiva militar e genocida da administração do premiê Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza. Abelardo de la Espriella, que tomou posse em agosto, demonstrou ser aliado do governo de Donald Trump desde sua campanha eleitoral. Ele também colaborou para a aproximação com Israel e restabeleceu o acordo de livre comércio entre os países que Petro havia rescindido.

