DIPLOMACIA

Estados Unidos retiram sanções contra Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia da Venezuela

Decisão do Departamento do Tesouro se soma a alívios ao setor bancário, negócios petrolíferos e relações bilaterais

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e irmão da presidenta em exercício, Delcy Rodríguez.
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e irmão da presidenta em exercício, Delcy Rodríguez. | Crédito: Jesús Vargas/Anadolu via AFP

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos retirou as sanções econômicas que mantinha contra Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela (ANV) e uma das principais lideranças políticas do país. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (14) por meio da exclusão do seu nome da lista da Oficina de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão responsável pela gestão das medidas coercitivas estadunidenses.

Rodríguez constava na lista de sancionados desde setembro de 2018, sob alegações de enfraquecimento da democracia e violações de direitos humanos. As sanções impostas na ocasião estabeleciam o bloqueio de ativos em território estadunidense e a proibição de que empresas e cidadãos sob jurisdição de Washington realizassem transações financeiras com o dirigente. A Ofac não divulgou os motivos oficiais para a retirada do nome do parlamentar da lista.

A medida se soma a uma série de outras flexibilizações promovidas pelo governo dos Estados Unidos nos últimos meses. Em 1º de abril de 2026, a Ofac já havia retirado as sanções individuais contra a presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

Além das revisões individuais, o governo estadunidense anunciou em meados de abril a suspensão de sanções impostas havia sete anos ao sistema bancário público da nação sul-americana. A decisão autorizou operações financeiras com o Banco Central da Venezuela (BCV) e outras três instituições estatais, medida vista como essencial para mitigar perdas econômicas no país.

No setor de combustíveis, a Ofac também emitiu uma licença que autoriza transações comerciais com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e suas subsidiárias. A norma permite a venda e exportação de petróleo e derivados para outros países, exigindo o envio de relatórios informativos dez dias após a primeira operação e a cada 90 dias.

Por outro lado, autoridades venezuelanas afirmam que a maior parte das sanções permanece vigente, entre as quais a Ordem Executiva 14373, decretada pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 9 de janeiro de 2026, que impede o acesso do governo venezuelano a recursos soberanos do país, produto do comércio de petróleo. A medida determina que todos os fundos do governo venezuelano e de suas agências, como a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), derivados da venda de recursos naturais ou diluentes, fiquem retidos em contas custodiadas por Washington, sendo repassados ao governo venezuelano após autorização ou licença especial.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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