As ruas do centro de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foram ocupadas na tarde de terça-feira (13) pelo vermelho e pelos gritos de resistência de estudantes, trabalhadores, mães, crianças e idosos. Em um ato em defesa da democracia, milhares de pessoas marcharam contra o avanço do bolsonarismo.
A mobilização começou às 17h30, na Praça Saldanha Marinho, e seguiu até o Largo da Locomotiva, onde permaneceu até por volta das 21h. Segundo os organizadores, mais de 20 mil pessoas participaram da caminhada.
Esta foi a quarta mobilização realizada em Santa Maria nos últimos dias: a primeira ocorreu na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na quarta-feira (7), contra as pichações nazistas; na quinta-feira (8), um novo ato reuniu manifestantes na UFSM; e, na sexta-feira (9), cerca de 10 mil pessoas ocuparam o centro da cidade no terceiro ato.
Durante o trajeto, o ato foi aberto às vozes do povo. Estudantes, integrantes de coletivos estudantis, trabalhadores politicos e mães, levaram ao microfone suas indignações e reivindicações. Entre as pautas esteve a defesa do direito à universidade, do “direito de estudar, viver e lutar”.

Unidos por uma mesma motivação, os participantes afirmaram que a democracia não se defende apenas nas instituições, mas na organização e na mobilização popular. O grito que percorreu o centro da cidade foi claro: “contra o fascismo, contra os ataques aos direitos humanos e principalmente, contra o bolsonarismo”.
A manifestação também marcou o aquecimento da mobilização popular para o segundo turno das eleições. Para os participantes, derrotar o bolsonarismo nas urnas exige ampliar o diálogo nas ruas, nos bairros, nos campi universitários e nos locais de trabalho, construindo uma frente ampla em defesa da democracia e dos direitos do povo. Para quem estava nas ruas, a mensagem foi: “todos juntos somos a maioria”.


