Diz que diz

Flávio Bolsonaro indica a aliados que pode revisar fim da 6×1, após dizer que votaria a favor da medida

Senador falou com empresários na noite de terça-feira (13), em um encontro realizado em São Paulo (SP)

À tribuna, em discurso, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
À tribuna, em discurso, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O senador e candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou a empresários que vai revisar o fim da escala 6×1 caso seja eleito. A fala foi feita no mesmo dia em que ele anunciou que votará a favor da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 221 de 2019, que garante dois dias de folga semanal aos trabalhadores.

Crítico da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Flávio é defensor da negociação direta entre patrão e trabalhadores e defende a jornada de trabalho por hora em sua campanha. A PEC do fim da escala 6×1 está sendo votada nesta quarta-feira (14) no Senado.

“A gente defende algo ainda melhor. Eu queria a liberdade para o trabalhador montar sua escala de trabalho. Quando reduz a jornada de trabalho, vai ter que contratar mais pessoas, corre o risco de muita gente ir para a informalidade, então isso tudo a gente está pesando, mas, de novo, o meu voto vai ser de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro“, disse Flávio na manhã de terça-feira (13).

Porém, à noite, o candidato teria sinalizado a revisão em conversas reservadas, durante um encontro com representantes da indústria, do comércio, dos serviços e do agronegócio realizado em São Paulo (SP).

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por exemplo, já se posicionou formalmente contra o fim da escala 6×1, alegando prejuízo às empresas e defendendo a medida proposta por Flávio Bolsonaro, de negociação direta.

A base de Flávio Bolsonaro no Senado também se articula para dificultar a aprovação da PEC do fim da escala 6×1. Uma alternativa seria a apresentação de emendas que, se aprovadas, forçariam o texto a retornar à Câmara para uma nova votação.

Porém, os parlamentares consideram que seria prejudicial à campanha do bolsonarista uma votação contra a PEC ou mesmo a tentativa de derrubar a votação.

Editado por: Rodrigo Gomes

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