DIVERSIDADE

Luanna Isabelly é a primeira mulher trans a entrar para o livro dos recordes

Conquista inédita fortalece visibilidade e preservação da memória da população trans no país

Luanna Isabelly faz história como a primeira mulher trans a entrar para o livro dos recordes brasileiros
Luanna Isabelly conquistou o título nacional e o Miss Universo Trans em tempo recorde | Crédito: Divulgação MUT

A gaúcha Luanna Isabelly, coroada Miss Universe Trans Brasil 2023 e Miss Universe Trans 2023, alcançou um feito histórico em dobro ao integrar o RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiros. Além de ter a conquista certificada pelo menor intervalo já registrado no país entre a vitória nacional e o título internacional – apenas 364 dias até a coroação mundial em Nova Delhi, na Índia –, a atualização da publicação oficializa Luanna como a primeira mulher trans brasileira a ter um recorde homologado na história da instituição.

Da representação municipal ao topo

A trajetória de Luanna consolida um percurso de base construído passo a passo. A caminhada iniciou na etapa municipal, representando o município de São Leopoldo (RS), avançou para a etapa estadual em defesa do Rio Grande do Sul, conquistou o título de Miss Universe Trans Brasil e culminou na representatividade máxima do país na Ásia.

Até a vitória nacional, ela contou com a preparação e coordenação de Suelci Fontana (Loly Drag). Na fase internacional em Nova Delhi, sua participação foi coordenada por Fabiano Biazon e Mateus Ahlert, diretores e presidentes da plataforma MUT Brasil.

Visibilidade, memória e pertencimento

O pioneirismo de Luanna ao se tornar a primeira mulher trans com recorde oficial no RankBrasil assume uma dimensão política e social que ultrapassa o universo dos concursos. O registro documenta e preserva a memória da conquista de uma mulher trans no topo de uma competição internacional, contribuindo para ampliar a visibilidade e abrir caminhos para a população trans em espaços de projeção nacional e global.

A inclusão no acervo público de recordes evidencia como os espaços de representação produzem pertencimento, desenvolvimento e a ocupação de novos territórios sociais e culturais.

Plataformas de inclusão

Atuando desde 1999 na documentação e certificação de feitos notáveis em todo o país, o RankBrasil confere dimensão histórica à vitória da gaúcha. Para a plataforma MUT Brasil, a homologação consolida um capítulo fundamental de sua atuação.

Além de organizar o concurso Miss Universe Trans Brasil, a iniciativa desenvolve projetos voltados à diversidade, inclusão, cultura, formação artística, audiovisual e economia criativa, buscando transformar a pauta da representatividade em oportunidades concretas de reconhecimento e desenvolvimento humano.

Editado por: Gilson Camargo

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