O fim da escala 6×1 foi uma vitória da classe trabalhadora, da mobilização sindical e de movimentos populares que pressionaram, nas ruas, pela aprovação da redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário. A conquista, considerada histórica, é também uma das principais bandeiras do governo do presidnete LUiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o senador Humberto Costa (PT-PE) ressalta que a base governista trabalhou mais de um ano pela aprovação da PEC, encontrou obstáculos, mas não desistiu. “Apesar das muitas manobras, conseguimos aprovar com a maioria esmagadora e contra o interesse da extrema direita”, defende.
“Eu reputo como uma vitória muito importante e que terá uma repercussão significativa nesse período pré-eleitoral”, afirma em referência ao segundo turno. “Foi uma das grandes vitórias que a classe trabalhadora teve no Congresso Nacional”, completou.
Costa avalia que, no próximo ano, o cenário será de um presidente eleito com respaldo popular, ou seja, “pela maioria da população”, ao lado de um Congresso que é majoritariamente de direita e extrema direita. Então, a experiência da bancada de esquerda em negociar será importante. Mas alerta que o desafio será maior. “O enfrentamento contra a extrema direita, na maior parte das vezes, não tem trégua, sem muito espaço para discussões e entendimentos. E não tenho dúvida de que a melhor forma de fazer esse enfrentamento é tendo o respaldo da população”, pondera.
O senador vê com bons olhos as mobilizações em defesa da reeleição de Lula e reforça a necessidade de manter a luta até o fim. “Precisamos defender de forma incansável o quarto mandato do presidente Lula, que tenho convicção, será o melhor”, aponta.
Outro debate que também tramita no Senado é a PEC da Segurança Pública. A extrema direita, com articulação de Flávio Bolsonaro, apresentou o Projeto de Lei (PL) que reduz a maioridade penal para 14 anos como emenda à PEC. Contudo, Humberto Costa destaca que não haverá a menor chance de isso ser aceito pela bancada governista.
“Nós somos contra a redução da maioridade penal porque entendemos que isso não ajuda em nada a reduzir os níveis de criminalidade no país. Além disso, sabemos que as prisões são espaços importantes de recrutamento das facções e escolas do crime. E o próprio presidente Lula já falou que é mais barato garantir uma escola para um jovem do que uma vaga para um presidiário”, afirma.
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