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Sindicato dos Professores cobra salários atrasados em creches conveniadas e alerta para risco de paralisação no DF

Sinproep-DF atribui atrasos salariais à falta de repasses do GDF e aciona o MPT; Secretaria de Educação nega pendências

Famílias enfrentam dificuldades para acessar vagas em creches públicas no DF, apesar dos dados indicarem disponibilidade
Famílias enfrentam dificuldades para acessar vagas em creches públicas no DF, apesar dos dados indicarem disponibilidade | Crédito: Dênio Simões/Agência Brasília

O Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF) cobra a regularização dos salários de profissionais que trabalham em creches conveniadas ao Governo do Distrito Federal (GDF) e alerta para a possibilidade de paralisação das atividades. Em comunicado publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (14), o sindicato informou que as instituições atribuem os atrasos à falta de repasses da Secretaria de Educação do DF (SEEDF).

Segundo a organização sindical, a situação afeta centenas de trabalhadores e suas famílias. O Sinproep-DF afirma que encaminhou, nesta terça-feira (13), um pedido urgente de mediação ao Ministério Público do Trabalho (MPT), solicitando que as instituições de ensino e o governo sejam chamados para buscar uma solução.

“A situação é grave e afeta diretamente centenas de trabalhadores e suas famílias, que dependem de seus salários para garantir o sustento e cumprir compromissos financeiros. É inadmissível que profissionais responsáveis pela educação e pelo cuidado de nossas crianças sejam penalizados pela falta de repasses e pelo descumprimento das obrigações salariais”, afirma o sindicato no comunicado.

O sindicato também condiciona a possibilidade de paralisação à falta de regularização dos pagamentos. “O Sindicato exige a regularização imediata dos pagamentos e alerta que, caso os salários não sejam quitados, poderá organizar uma paralisação das atividades nas creches conveniadas ao GDF”, informa a nota.

O que diz a secretaria

Procurada pelo Brasil de Fato DF, a Secretaria de Estado de Educação do DF negou atrasos nos repasses às creches parceiras. Segundo a pasta, os pagamentos seguem o cronograma de desembolso pactuado, em regime de antecipação e de forma igualitária para todas as unidades.

A secretaria afirmou que as instituições recebem os recursos previamente para custear suas atividades e que a remuneração dos profissionais e as demais despesas operacionais são de responsabilidade das organizações parceiras, conforme estabelecido nos termos de colaboração. A pasta também informou que as instituições que descumprirem as obrigações previstas nos acordos poderão ser descredenciadas.

CLDF aprova crédito de R$ 45 milhões

A denúncia de atraso ocorre no mesmo dia em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, em primeiro e segundo turnos, o Projeto de Lei nº 2.492/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a abertura de crédito suplementar de R$ 45.152.324 à Lei Orçamentária Anual (LOA) do DF, em favor do Fundo de Assistência Social. 

Os recursos serão destinados a quitar débitos com organizações da sociedade civil que prestam serviços de proteção social básica e especial em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), incluindo o acolhimento de crianças, adolescentes e idosos.

Durante a votação nesta quarta, o deputado distrital Gabriel Magno (PT) apoiou a proposta, mas criticou o governo pelos atrasos nos pagamentos. “Esse projeto é para pagar entidades que estão sem receber há meses. Vamos votar a favor porque é fundamental que o atendimento das entidades continue acontecendo, mas sabemos que esse crédito é resultado da falta de transparência no balanço do BRB”, declarou.

O parlamentar também mencionou os atrasos nos repasses às creches conveniadas à Secretaria de Educação, tema da denúncia do Sinproep-DF. “O governo Celina [Celona Leão] continua dando calote porque esse crédito é para pagar as organizações que prestam serviço para a Sedes, a Secretaria de Desenvolvimento Social, que faz acolhimento de criança, de adolescente, de pessoas idosas que estão sem receber há meses”, afirmou o parlamentar.

Além das pendências na assistência social e nas creches, Gabriel Magno citou atrasos nos pagamentos a educadores sociais voluntários, recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), verbas do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) destinadas às escolas e horas extras de profissionais da saúde.


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Editado por: Flavia Quirino

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