Caetano Veloso convocou para este domingo (18), às 16h, o “Ato Musical pela Democracia”, no Posto 5, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Organizado pela Mídia NINJA e pelo 342 Artes, o evento será realizado uma semana antes do segundo turno das eleições presidenciais e tem a participação anunciada de artistas como Djavan, Simone, Marina Sena, João Bosco, Frejat e Fernanda Abreu.
A mobilização também recebeu o apoio de nomes como Ivan Lins, Chico César, Duda Beat e Xamã, que divulgaram a convocação nas redes sociais. O ato integra uma série de manifestações em defesa da democracia previstas no país, entre elas a Marcha pela Democracia, na avenida Paulista, em São Paulo. No Rio, estudantes e movimentos sociais também programaram uma mobilização para o mesmo dia, no final da manhã, na região da Candelária, no centro da cidade.
Segundo os organizadores, a manifestação se fundamenta em direitos garantidos pela Constituição Federal, como a liberdade de expressão artística, o direito de ir e vir e a liberdade de reunião pacífica.
Justiça Eleitoral rejeita ação contra o evento
A realização do ato foi questionada na Justiça Eleitoral por um candidato a deputado estadual e por uma associação civil. Os autores alegaram que a manifestação poderia configurar showmício e pediram a suspensão da montagem da estrutura, além da retirada das convocações publicadas nas redes sociais. Também solicitaram a aplicação de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), extinguiu o processo sem analisar o mérito. Segundo a decisão, os autores não tinham legitimidade para apresentar a representação no contexto da eleição presidencial. O ministro também determinou o encaminhamento do caso à Procuradoria-Geral Eleitoral. Com a extinção do processo, não houve ordem judicial para suspender o evento.
Contra a PEC da Blindagem em 2025
Em setembro de 2025, Caetano Veloso participou de uma manifestação em Copacabana contra a PEC da Blindagem e o projeto de anistia. A PEC 3/2021, aprovada pela Câmara dos Deputados, previa que a abertura de ações penais contra deputados e senadores dependesse de autorização prévia da respectiva Casa, por votação secreta. O texto também previa votação secreta sobre a prisão em flagrante de parlamentares e ampliava o foro no Supremo Tribunal Federal para presidentes de partidos com representação no Congresso. A proposta foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 24 de setembro.

