Os bolsonaristas que chegavam à avenida Paulista neste domingo (18) eram recebidos por uma bandinha do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (ex-Tradição, Família e Propriedade) com gaita de fole, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e um cartaz com a frase “Protegei nossas famílias, livrai o Brasil do comunismo e do socialismo”. Alguns dos eleitores do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apoiavam com gritos como “Esses são católicos de verdade”.

As camisetas verde-amarelas predominavam no ato, que começou às 11h. Apesar de a organização pedir para evitar bandeiras e menções aos Estados Unidos, havia várias referências como um bolsonarista vestido de Tio Sam ou outro com um cartaz que dizia “Supremo é Povo: Bolselontrump”, referindo-se à família Bolsonaro, o megaempresário Elon Musk e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em frente ao Hospital Santa Catarina, foi erguido um inflável em forma de míssil como os dizeres em inglês “Trump nuke Brazil”, que pode ser traduzida como “Trump, ataque o Brasil com armas nucleares”.

Os gritos beligerantes se seguiam a todo momento. No alto do prédio Brazilian Financial Center, onde se localiza a redação da TV CNN, soldados spiners e com binóculos vigiavam o ato. Em vários momentos, os eleitores de Bolsonaro fotografavam e acenavam para os integrantes do Exército, que retribuíam os cumprimentos. Alguns dos bolsonaristas, ao ver os soldados, gritavam para cima: “Mata o Lula”.

A principal tônica dos gritos do ato, que contou com Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), era “Lula na prisão”, além do ataque ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes, responsável pelo inquérito que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista.
O deputado federal Nicolas Ferreira (PL-MG) era o animador do carro onde estava o candidato. Sua primeira intervenção foi ameaçando o ministro Moraes. “Nós não vamos escolher quatro ministros do STF, mas cinco, porque vamos derrubar o Moraes”.
O ato que ocupou cerca de quatro quadras da avenida Paulista contou também com apoio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que estampou nas luzes do seu prédio uma bandeira do Brasil.

