A partir desta semana, o Ministério da Saúde começará a ofertar nove novos medicamentos para o tratamento de câncer no país. Os produtos estarão disponíveis no SUS e poderão contribuir para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida de pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão, linfomas, entre outros.
Com a previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas, a disponibilização inicial será feita em 20 centros de tratamento localizados em todas as regiões do Brasil. E, até o fim do ano, a expectativa é de expandir para todos os demais centros do país.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ampliação também fortalece as condições de trabalho dos profissionais de saúde, ocasionando em serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população.
“Estamos ampliando e qualificando a rede de câncer em todo o país com o que tem de mais moderno e avançado. É uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados, no tempo certo”, afirma.
Esses nove novos tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. A lista inclui medicamentos de alto custo, como o abemaciclibe, fármaco indicado para alguns tipos de câncer de mama, que pode custar R$ 366 mil na rede privada.
Com a oferta no SUS, o acesso será ampliado para todos os pacientes que precisam desse tratamento. Outro medicamento que passa a ser ofertado para uma nova indicação na rede pública é o pazopanibe, opção para pacientes com câncer renal metastático. Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e a melhor qualidade de vida dos pacientes.
Muitos desses estavam incorporados ao SUS, mas sem a efetiva oferta nos serviços públicos, sendo aguardados pelos pacientes há mais de dez anos. A mudança veio com o Agora Tem Especialistas, iniciativa lançada em 2025 pelo Ministério da Saúde que visa consolidar a maior rede pública de cuidado do câncer para reduzir o tempo de espera por diagnóstico e tratamento no SUS. Em relação à oferta de medicamentos, foi instituída a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco) que definiu como cada tecnologia chegaria à população.
Saiba quais são os novos medicamentos:
- Trastuzumabe – câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
- Abemaciclibe – câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +) ou avançado/metastático;
- Acetato de lanreotida – tumores neuroendócrinos;
- Pazopanibe – câncer de rim de células claras metastático;
- Rituximabe – leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
- Abiraterona – câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e Metastático e sensível à hormonioterapia e metastático
- Gefitinibe – câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha
- TSH recombinante (alfatirotropina) – câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo
- Sunitinibe – câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe


