Motociata pró-Lula

Motociata: entregadores de app realizam ato em apoio a Lula na quarta-feira (21) em SP

Mobilização na Praça Charles Miller reúne categorias contra propaganda irregular e por pauta de direitos trabalhistas

Trabalhadores do iFood
Trabalhadores do iFood | Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

Movimentos de motociclistas que trabalham como entregadores via aplicativos digitais organizam, na quarta-feira (21), uma mobilização em defesa da democracia e em apoio à candidatura de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo (SP). O ato está previsto para iniciar a concentração a partir das 10h, na Praça Charles Miller, no Pacaembu.

A iniciativa reúne entidades como os Trabalhadores Sem Direitos, a Aliança dos Entregadores de Aplicativos (VAT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Frente Povo Sem Medo, a Associação dos Entregadores do Rio de Janeiro (Amerj), a Associação dos Entregadores do Distrito Federal e a Associação de Entregadores de Recife.

O protesto ocorre em reação à agenda recente do senador Flávio Bolsonaro (PL), do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em um ponto de apoio da Prefeitura de São Paulo. Na noite de terça-feira (13), o candidato participou de um ato com trabalhadores motofretistas no “Espaço Motoboy”, onde chegou vestindo uma jaqueta de motoboy com sinalizadores e distribuiu pizzas e esfihas aos participantes.

A atividade gerou uma ação judicial movida por lideranças da categoria por uso irregular de espaço público com oferecimento de vantagens.

“É também uma disputa simbólica. As motociatas pró-Jair Bolsonaro se inspiraram no Mussolini; eram pessoas com motos caras, estilo Harley-Davidson, andando pelas marginais. A expectativa agora é que tenhamos motos de trabalhadores que carregam a riqueza do país nas costas e que não têm direito nenhum. Nosso objetivo é ressignificar o que são as motos”, afirma o motoboy JR Freitas, um dos organizadores da mobilização.

Segundo a categoria, o ato busca visibilizar pautas históricas dos entregadores junto ao Governo Federal. Entre as reivindicações estão a garantia de tarifa mínima de R$ 10 por corrida, adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado, transparência nos algoritmos das plataformas e acesso a direitos previdenciários e de saúde.

“Essa iniciativa é fundamental na última semana das eleições, pois demonstra que uma categoria imensa, que tem sido explorada na nova economia dos aplicativos, precarizada e abandonada historicamente, tem um lado nessa história. O lado que está trabalhando pelos trabalhadores e por quem carrega esse país nas costas de verdade”, avalia Ana Paula Perles, coordenadora nacional do MTST.

Editado por: Rafaella Coury

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