Em novembro de 2011, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro (à época no PP) foi o único parlamentar a votar contra o projeto que criou o Renda Melhor, programa de transferência de renda do governo do Rio de Janeiro complementar ao Bolsa Família do governo federal. A proposta foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) por 54 votos a 1.
As críticas de Bolsonaro a programas de transferência de renda continuaram nos anos seguintes. Em publicações de 2013 e 2014, ele criticou o Bolsa Família e questionou sua relação com a pobreza e o desemprego. Em junho de 2013, escreveu que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, segundo registros de posts recuperados pelo jornal O Estado de S. Paulo, o primeiro a veicular essa notícia.
O programa
O Renda Melhor complementava a renda de famílias fluminenses em situação de pobreza extrema, muitas delas já atendidas pelo Bolsa Família. Criado em 2011 como parte do plano Rio Sem Miséria, o benefício variava conforme a renda e a composição familiar.
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O Renda Melhor não realiza pagamentos desde setembro de 2016. A interrupção ocorreu em meio à crise fiscal do estado. Segundo levantamento do Diário Baixada Fluminense, o programa chegou a atender 250.581 famílias nos 92 municípios do Rio de Janeiro; na Baixada Fluminense, mais de 40% do público estadual estava concentrado nos 13 municípios da região. O mesmo levantamento informa que, desde a criação, foram destinados cerca de R$ 960,6 milhões a benefícios, com pico de R$ 246,8 milhões em 2014.
Embora esteja parado há anos, o programa não foi oficialmente extinto. Ele permanece suspenso, sem previsão pública de retomada.

